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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Bolsonaro demite Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência

Gustavo Bebianno não é mais o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. A exoneração, aguardada desde sexta-feira (15), foi confirmada nesta segunda (18) pelo porta-voz oficial do Palácio do Planalto, general Otávio de Rêgo Barros, sem que fosse confirmado o destino do agora ex-integrante do primeiro escalão do presidente Jair Bolsonaro.

Bebianno deixa a Esplanada dos Ministérios depois de ver, ao longo da última semana, seu nome atrelado a possíveis irregularidades com candidaturas fantasmas no PSL, partido o qual presidiu durante a campanha eleitoral de 2018, e rusgas com o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho e um dos mais próximos conselheiros do presidente.
Desde sexta-feira, notícias sobre idas e vindas na exoneração de Bebianno circularam na imprensa nacional. Entre elas, estava a de que Bolsonaro já havia assinado o ato de exoneração, mas teria sido convencido do contrário por colaboradores de seu governo. Possibilidades como a ida do colaborador para o conselho de gestão de Itaipu ou a Embaixada do Brasil em Roma, também ventiladas, até aqui não se concretizaram.
A exoneração de Bebianno não foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União –espera-se que a formalização ocorra nesta terça (19).
“O Excelentíssimo senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, decidiu exonerar, nesta data, do cargo de Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República o Senhor Gustavo Bebianno Rocha. O senhor Presidente da República agradece sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso na nova caminhada”, pontuou o comunicado. Questionado, Rêgo Barros disse a jornalistas que a exoneração se deu por assunto de “foro íntimo” de Bolsonaro.
Denúncia – O jornal Folha de S. Paulo trouxe na semana passada reportagem acusando Bebianno de autorizar o uso de verbas do fundo partidário para financiar candidaturas-laranja do PSL em Pernambuco, tendo aval do presidente nacional da sigla, Luciano Bivar. Maria de Lourdes Paixão, que concorreu ao cargo de deputada federal e recebeu R$ 400 mil (terceiro maior repasse do partido a um candidato no país), obtendo 274 votos.