Depoimento de ex-PM que furtou corpo é confuso e contraditório, diz delegada - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Depoimento de ex-PM que furtou corpo é confuso e contraditório, diz delegada

O primeiro depoimento do ex-PM José Gomes Rodrigues de 57 anos, suspeito de furtar o cadáver da ex-namorada Rosilei Potronieli, de 37 anos, foi marcado por contradições. Ele foi ouvido na tarde de quarta-feira (20) no Centro de Triagem em Campo Grande, onde o ex-tenente está preso, e resumiu que furtou o corpo por amor.
Conforme a delegada de Dois Irmãos do Buriti, Nelly Gomes, José estava aparentemente muito atormentado. Ele ficava alternando entre os momentos de aparente surto e lucidez. “Ele disse que ouvia vozes que falavam para ele praticar o crime e depois ouviu a voz da Rosilei dizendo que não queria ficar enterrada na cidade”, detalha.
A todo momento ele se contradizia, ainda segundo a delegada. Primeiro, havia informado que a ideia do furto do cadáver foi do primo, Edson Maciel Gomes, e que ele teria ficado dentro do carro, mas depois detalhou como o furto ocorreu. “Como ele soube detalhar o exato momento do furto se estava dentro do carro?”, questiona a delegada.
Nelly conta que em outro momento, Rodrigues “inventou” que uma terceira pessoa que teria participado do crime, um andarilho, mas não soube informar se esse envolvido era “real”.
A delegada disse que o ex-PM chorou muito durante o depoimento. “Ele disse que fez isso por amor. Disse também que os familiares dela não sofreram porque não gostavam dela. Só ele a amava, só ele se importava, então furtou o corpo para ficar perto dele”, conta.
Em relação ao histórico doentio de violência doméstica - Rosilei tinha contra José pelo menos 11 boletins de ocorrência -, ele afirma que a namorada gostava de “provocá-lo”. 
 A defesa alega que o ex-tenente é esquizofrênico, mas a delegada disse que não ter sido informada sobre a doença psiquiátrica formalmente. “A defesa não me entregou nenhum laudo ainda, mas o fato de ele ser esquizofrênico não prova que ele não tinha consciência do que estava fazendo. Tem que ser periciado e comprovado que no momento da conduta ele não tinha discernimento”.