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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Lagoa agoniza enquanto poder público fica no jogo de empurra

Cartão postal de Campo Grande e cenário certo para fotos do pôr do sol, o lago do Parque das Nações Indígenas agoniza enquanto espera solução do poder público. O assoreamento cria espécies de “ilhas” em meio à água e permite, por exemplo, que crianças passem por cima das faixas de areia.


Além da beleza, o prejuízo para a natureza também deve ser levado em consideração, segundo a secretária Dulce Costa, 43 anos, que na tarde de quinta-feira (dia 21) caminhava com o filho pequeno.
Ela relata que um casal de pernambucanos, que conheceu durante a caminhada, adorou o Parque, mas não deixou de reparar nas faixas de areia. Não tinha [antes] prainha, agora tem. Atrapalha muito. É a natureza. Futuramente não terão nem mais animais”.
Para o publicitário de 33 anos, que preferiu não se identificar, no mínimo, a cena vista em meio à água é um “marketing negativo”, já que o local é um dos pontos turísticos de Campo Grande e, exatamente próximo à ponte principal, é onde as pessoas costumam parar e registrar o famoso por do sol da cidade.
Até mesmo quem vem de longe para Capital, pelo menos uma vez por ano, repara a diferença ao bater o olhar no lago. Maria Carlonita, 59 anos, é de São José dos Campos, em São Paulo, e veio visitar a mãe que vive aqui. “É uma pena. Está bem diferente. Há dois anos, estava bem cheio”.