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Campo Grande (MS),

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Ligado ao gabinete do prefeito, administração cria comitê de pontes e viadutos

A Prefeitura de Campo Grande criou, por meio de decreto, o “comitê de pontes e viadutos”. Diretamente ligado ao gabinete do Prefeito, o comitê surge dias depois de uma série de reportagens que abordaram falhas e desgastes na estrutura de viadutos da Capital. As notícias configuram, no decreto, a primeira justifica para criar o comitê.

Outra questão é que o prefeito Marquinhos Trad (PSD), o titular da Sisep, Rudi Fiorese e o adjunto Ariel Serra declararam, ao visitar o viaduto que encobre o cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Ceará, que os problemas eram apenas “estéticos”.
Agora, no entanto, o comitê será responsável por uma série de ações. Vai realizar estudos e levantamentos técnicos das situações físicas dos viadutos e pontes, planejar e monitorar questões relativas à segurança e estabilidade das pontes e viadutos e propor as medidas necessárias para “se evitar qualquer acidente, interrupção de tráfego ou outra conseqüência que possa decorrer da má conservação nos viadutos e pontes existentes nesta cidade”.
O espaço terá atuação permanente e será composto pelos titular da Sisep, Rudi Fiorese, que vai presidir o comitê, além do chefe de gabinete do prefeito, Alex Oliveira Gonçalves, do titular da Segov (Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais), Antônio Cézar Lacerda Alves, do titular da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana), Luís Eduardo Costa, do diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Janine de Lima Bruno e pela diretora-presidente do Planurb (Instituto Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), Berenice Jacob.
Arquiteto e urbanista Elvio Garabini afirmou que o viaduto que passa sobre a Rua Ricardo Brandão, tem rachadura nas pedras que formam o gabião, estrutura armada com malha de fios de aço. Além disso, contou que há falta de grama em um dos lados, o que parece simples, mas é fundamental para manter a estrutura em pé. “A grama tem a função de segurar o aterro”, diz.
Já no viaduto da Ceará com a Afonso Pena, o especialista encontrou um buraco com cerca de quase 1 metro de diâmetro pode ser visto embaixo da estrutura. A terra que deveria cobrir o espaço é levada a cada chuva e se esparrama pela calçada, prejudicando até mesmo quem passa a pé pelo local. De perto, é possível ver a terra da espessura fofa.
Outro local que também apresentou problemas, pelo olhar de um especialista, é o viaduto que fica próximo à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), entre a Rua Trindade e a Avenida Costa e Silva.
Segundo o engenheiro e projetista de pontes José Francisco de Lima, há rachaduras nos pilares e falta de concreto na parte debaixo da alça superior, o que permite avistar até mesmo a estrutura de ferro que dá suporte para o cimento. Para o engenheiro e projetista de pontes, os problemas aumentam ainda mais os riscos de acidentes.

Outras construções foram avaliadas e também apresentaram falta de manutenção, segundo o engenheiro. Depois de visitas aos locais, a Prefeitura prometeu obras, mas ainda não tem data ou projeto para que as ações comecem.