Sob polêmica do cota zero, ‘pesque e solte’ é liberado, mas piracema segue em vigor - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Sob polêmica do cota zero, ‘pesque e solte’ é liberado, mas piracema segue em vigor


A pesca na modalidade ‘pesque e solte’ já está liberado no Rio Paraguai em Mato Grosso do Sul a partir desta sexta-feira (1), porém a piracema ainda segue em vigor até o final de fevereiro. A liberação acontece em meio à polêmica cota zero, que pode se tornar lei em MS e proibir a pesca amadora.
Após a liberação, a PMA (Polícia Militar Ambiental) divulgou que reforçará a fiscalização principalmente no Rio Paraguai, assim como os rios da bacia, para evitar a pesca, pois a liberação é apenas para o Rio Paraguai. Quem foi flagrado pescando e matando o peixe será preso por pesca predatória.
O pesque e solte é apenas vale apenas para turistas, pois a única exceção é para os ribeirinhos que sobrevivem da pesca dos peixes. Lembrando que, os ribeirinhos podem capturar 3 kg ou um exemplar, respeitando as medidas permitidas por lei durante a Piracema e não pode comercializar em hipótese alguma, informou PMA.
A polícia orientou os turistas que forem passear em ranchos e locais as margens dos rios, que respeitem a legislação, pois em caso de descumprimento, podem ser presos e levados a delegacia. Se condenados pelo crime, a pena é de até 3 anos de prisão.
Além disso, todo material de pesca e mais motor de popa, barcos e veículos utilizados na pesca irregular são apreendidos. Há ainda multa administrativa cujo valor varia de R$ 700 a R$ 100 mil, mais R$ 20 por quilo do pescado irregular.

Cota zero

Um grupo de empresários participou de reunião na última quarta-feira (30) com o secretario Jaime Verruck, da Semagro (Secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), para discutir questões sobre a cota zero, projeto que proibirá a pesca amadora nos rios do Estado.
Com o decreto os peixes pescados deverão ser todos devolvidos ao rio e não poderá mais ser levados pelos pescadores amadores. Enquanto o Estado alega preservação com o meio ambiente, empresários afirmam que decreto poderá dar enorme prejuízo para a economia.
O secretário disse que, durante o debate, uma nova reunião acabou sendo marcada para a próxima segunda-feira (4), onde apenas representantes dos empresários do ramo deverão participar.
Segundo Verruck, uma das primeiras questões na reunião foi acalmar os empresários, explicando que a lei ainda não entrará em vigor a partir do dia 1º de fevereiro, como haviam pensado, e que muitos detalhes ainda serão apresentados.