Acidentes no aterro sobem 74% e metade ocorre na separação do lixo - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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terça-feira, 30 de abril de 2019

Acidentes no aterro sobem 74% e metade ocorre na separação do lixo

Em alusão ao Abril Verde, mês de prevenção aos acidentes de trabalho, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região), MPT (Ministério Público do Trabalho) e Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) realizaram na manhã desta segunda-feira (29) uma visita técnica nas unidades de trabalho da Solurb, em Campo Grande. Segundo o TRT, metade dos acidentes de trabalho envolvendo catadores são causados pela má separação do lixo doméstico.
Conforme o juiz do Trabalho Márcio Alexandre da Silva, de 2017 para 2018, foi registrado um aumento de 74% nos casos de acidente de trabalho na área, o que desencadeou a fiscalização. ''Olhando superficialmente, o balanço é positivo. A empresa já trabalha na prevenção, apesar de ter tido aumento no número de acidentes entre 2017 e 2018", disse.
Segundo o juiz, a população é responsável por metade dos acidentes envolvendo os catadores. O caso poderia ser reduzido caso os lixos domésticos fossem separados adequadamente. ''O problema não está na empresa, mas sim nos consumidores que não separam o lixo. Há muitos registros de funcionários que acabam se cortando", explicou.
Outro problema detectado também não está ligado à empresa, mas sim ao poder público. Casos de funcionários que sofrem torção durante a execução do trabalho são comuns, devido as más condições das ruas da cidade.
A quantidade de peso carregado pelos catadores também ajudou a aumentar a estatística. ''Eles carregam muito peso, sobem e descem dos caminhões, o que causa desgaste ósseo-muscular. Mas isso também não é uma questão da empresa, não tem outra forma de fazer essa coleta".
Para amenizar os impactos dos dois últimos casos, a empresa foi orientada a tomar algumas medidas. Uma delas é a distribuição dos trabalhadores 'novatos' para cumprirem jornada de trabalho no período diurno, deixando os mais experientes para o horário noturno, além de aplicação de ginástica laboral antes, durante e depois do trabalho. ''Isso representa tempo e custo para a empresa, porém a prevenção é muito mais barata do que as consequências do acidente", disse.