Corte de 57 árvores coloca moradores contra síndico em residencial - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Corte de 57 árvores coloca moradores contra síndico em residencial

O corte de 57 árvores, para ampliação do estacionamento do Condomínio Flamingos, no Lar do Trabalhador, colocou moradores em lados opostos. Segundo quem é contra, a supressão das árvores ocorre sem projeto técnico ou a devida compensação ambiental. Já o maior defensor da proposta, o síndico do condomínio, garante que todo o processo foi realizado como manda a lei, para modernizar a estrutura.
 denúncia do desmate já foi registrada no MPE-MS (Ministério Público Estadual) a fim de barrar a obra considerada irregular.
O projeto de o estacionamento vai custar aproximadamente R$ 1, 7 milhão e tem duração prevista de um ano e sete meses., o síndico Delmo Silva Araújo preferiu não dar detalhes da obra. “Foi aprovado na Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano). Já está tudo compensado. Isso é assunto interno. Já foi aprovado tudo certinho”, disse acrescentando que não há nenhuma possibilidade de que as obras sejam interrompidas.
Segundo a denúncia, o projeto não tem nem sequer acompanhamento de empresa ambiental especializada. Eles cobram a intervenção dos órgãos competentes a fim de embargar a ação para que seja feita análise criteriosa para “proteger o meio ambiente de um dano irreparável”.
O projeto foi aprovado por maioria de votos em assembleia realizada no dia 21 de janeiro deste ano. “Se foi aprovado em assembleia não há o que dizer”, afirmou moradora que saía do condomínio pela manhã, mas pediu para não ter o nome divulgado. 
No entanto, a compensação não satisfaz os moradores contrários ao projeto.  Eles defendem que não há a necessidade da construção de garagens, pois já existem as que foram construídas pelos próprios condôminos, além de serem consideradas parte integrante de cada apartamento, conforme convenção de 1987.
O professor Luiz Cássio, 50, que se posicionou contra a proposta na assembleia, diz que a votação foi apertada. “Muita gente não aprovava por conta de outros projetos que foram feitos e que tiveram gastos desnecessários nos quais não houve um retorno que a gente esperava. A nossa preocupação é também que esse projeto das garagens não saia de acordo com o investimento”, afirmou Luiz
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