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quarta-feira, 10 de abril de 2019

No auge, jogatina teve cassinos de luxo, monopólio e lista de autoridades



ogos de azar, cassino, jogatina: os crimes que floresceram no noticiário de Campo Grande entre o período de 2008 a 2012 saíram de anos do esquecimento para voltar em abril de 2019 no enredo de um fuzilamento ao cair da noite, num bairro residencial.
 proibição dos bingos e caça-níqueis no Brasil data de 2004, com uma migração desse público para opções clandestinas de jogos de azar.
Em 2009, a operação Las Vegas, realizada pela Polícia Federal e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), fechou cassino de luxo na Vila Planalto, com jogatina numa mansão, onde foi encontrada, inclusive, uma lista com nomes de políticos, comerciantes e advogados
A apreensão foi em 20 de maio de 2009. Só na primeira página, a lista tinha 51 nomes, organizados em ordem alfabética, com detalhes como telefones de políticos do Executivo e do Legislativo. Em alguns casos, o nome vinha acompanhado de informações entre parênteses, como empresa, profissão, nome de secretárias. Os nomes de políticos que possuíam mandato vinham precedidos do termo Doutor.
A Las Vegas, que denunciou 19 pessoas envolvidas na exploração de jogos de azar em cassinos de Campo Grande, mostrou a proximidade da contravenção com a lei. O major Sérgio Roberto de Carvalho foi apontado como líder o esquema de jogatina e o capitão Paulo Roberto Xavier era o gerente de logística e segurança da organização. Ontem à noite, o filho de Paulo Xavier foi executado em frente de casa, no bairro Jardim Bela Vista.
Em março de 2011, Paulo Xavier foi condenado a sete anos de prisão, em regime fechado, por falsidade ideológica, por manter um estabelecimento comercial (o que é proibido para oficial) e corrupção passiva.