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terça-feira, 23 de abril de 2019

Sem acordo entre Rose e Beto Pereira, Sérgio de Paula assume PSDB

O secretário especial de Articulação Política, Sérgio de Paula, foi oficializado no fim da tarde desta segunda-feira (22) como candidato único na disputa pelo comando do diretório regional do PSDB. Ele era o principal nome caso não houvesse consenso entre os deputados federais Rose Modesto e Beto Pereira, que também postulavam o cargo.
A eleição está marcada para 4 de maio, das 8h às 11h, na sede do partido, na Capital.
O anúncio foi oficializado com Sérgio de Paula ao lado de Rose e de Beto Pereira. Pela manhã, houve uma reunião com o governador Reinaldo Azambuja. O partido e o chefe do Executivo estadual entendem que a melhor alternativa é ter chapa única para evitar disputas internas, o que poderia prejudicar o partido às vésperas das eleições municipais de 2020. O combinado era que, caso não houvesse consenso entre os parlamentares, o partido optasse por uma terceira via.
Após o anúncio, Sérgio de Paula disse que só responderá pelo partido a partir do dia 5, mas deixou claro algumas intenções dos tucanos para os próximos meses, como aumentar o número de prefeitos eleitos em 2020 e atingir um maior número de filiados.
Um dos questionamentos foi o compromisso que o governador assumiu em relação à reeleição do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). “Vou respeitar a palavra do governador”, disse. Reinaldo e outras lideranças tucanas já apontaram a intenção de caminhar com o atual prefeito no ano que vem, como meio de retribuir o apoio prestado em 2018, quando o tucano se reelegeu.
Beto Pereira disse preferir deixar o pleito na Capital para um segundo momento. “Há um gesto do governador em resposta ao apoio que recebeu do Marquinhos. Agora, cabe ao partido avaliar o melhor projeto para Campo Grande e saber o que a população pensa”, pontuou o deputado.
Já Rose, que ainda tem esperança de disputar o cargo, mostrou certo descontentamento com a possibilidade de o PSDB não ter candidato na Capital, principalmente pelo fato de ter disputado a eleição passada –sendo derrotada pelo próprio Marquinhos, como ela lembrou, após obter 42% dos votos válidos no segundo turno.
“O governador e o prefeito têm um entendimento, mas ele não chegou oficialmente ao partido. Eu vou seguir com meu nome à disposição, mas vamos seguir o sentimento das pessoas”, declarou Rose, que, embora tenha considerado não ser este o momento de tratar do tema e de que pretende focar no mandato de deputada federal, defendeu a realização de pesquisas a fim de que seja apontado o melhor rumo para o partido.