Só após 5 dias, alguém procurou por Jheniffer, morta com coleira de cão - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Só após 5 dias, alguém procurou por Jheniffer, morta com coleira de cão

Com a mãe desaparecida e pai biológico desconhecido, o corpo de Jheniffer Cáceres de Oliveira, 17 anos, passou três dias no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) aguardando liberação de um familiar. A adolescente foi asfixiada até a morte pelo namorado, Paulo Eduardo dos Santos, 18 anos, na madrugada de sábado (30), mas o corpo só foi encontrado no fim da manhã de segunda-feira (1º), quando vizinhos sentiram mau cheiro e acionaram a polícia.
O crime aconteceu na quitinete onde o casal vivia em Sidrolândia, distante 71 quilômetros de Campo Grande. Até então nenhum parente da vítima havia procurado à delegacia do município para prestar informação. Paulo foi preso em flagrante e para a polícia disse que não conhecia a família da vítima. A garota trabalhava como babá e morava há 1 ano e 4 meses com o namorado, auxiliar de serralheria. Somente nesta manhã (4), o pai adotivo, que já não tinha mais contatado com Jheniffer, foi ao Imol assinar a liberação. A adolescente será sepultada em Dois Irmãos do Buriti.
Conforme a conselheira tutelar da cidade, Inara Suckow Baba, a mãe adotiva da vítima morreu e a adolescente nunca teve contato com mãe biológica, que teve vários filhos (cerca de dez), todos levados para adoção. “A história dela é muito triste. Ela não tinha ninguém por ela. Apenas esse namorado, com quem vivia há quase dois anos. Há poucos dias, Jhennifer teve contato com uma irmã de 15 anos, mas as duas ainda estavam se conhecendo”, disse.
Na rede social, Jheniffer postava muitas fotos com o namorado e fazia declarações de amor para Paulo. “Meu hobby favorito é amar você”, escreveu na legenda de uma das imagens. 
Caso - Paulo foi preso em flagrante e autuado por homicídio qualificado por feminicídio e ocultação de cadáver. Ele, que passou por audiência de custódia na terça-feira (2) e teve a prisão convertida em preventiva pelo juiz, será transferido para presídio da Capital. Na delegacia, o rapaz contou que matou a namorada por legitima defesa. Versão que não convenceu a polícia, segundo a delegada-adjunta Thais Duarte Miranda.
Paulo relatou em depoimento, que na noite de sexta-feira (29) os dois foram para um bar. Lá, discutiram e Jheniffer decidiu ir para outro estabelecimento. Paulo foi atrás e quando chegou a encontrou conversando com outro homem. Os dois discutiram novamente e foram embora. A briga continuou na quitinete onde o casal vivia. 
Ele contou à polícia que a vítima o agrediu com um cabo de vassoura e depois com uma faca. Paulo, então, a dominou e a tentou estrangular com as mãos e na sequência usou um carregador de celular para esganá-la. Como o fio arrebentou, o rapaz pegou uma coleira de cachorro que estava no chão e apertou o pescoço da adolescente até a morte.