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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Assembleia nasceu de uma mulher e força delas marca causa indígena

É possível vê-las por todos os cantos. O sol que castigou a aldeia Ipegue, em Aquidauana - na quinta-feira (9), segundo dia da 13ª Assembleia Terena – ilumina cada um dos rostos e roupas coloridas que espalham-se pela quadra e arredores da escola que abriga o evento. São as mulheres, que pegam o microfone, e que lideram e protagonizam, hoje, uma potência no coração do movimento indígena.
É com orgulho que toda a comunidade sabe, também, que a “grande reunião Terena”, o “Hanait Hounewa Terenoi”, que é hoje chamada da Assembleia Terena – maior espaço de articulação política da etnia em Mato Grosso do Sul – “nasceu” de uma mulher. Dona Nena, 65, é símbolo respeitado por onde passa e arrancou lágrimas, durante a manhã, ao falar do início do movimento, em 2012.
Sete anos depois, as mulheres, antes à margem, “tomaram de assalto” o espaço político. A Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), entidade com sede em Brasília e a com maior projeção sobre a defesa dos direitos de povos originários, é presidida por uma mulher, a ex-candidata a vice-Presidência Sônia Guajajara (Psol).
Sônia e outras mulheres ajudaram a entoar as vozes pela luta territorial e contra o machismo durante a tarde de quinta-feira em uma plenária só de mulheres. Junto a ela, mulheres Terena, Kadiwéu, Guarani e Kaiowá e Célia Xakriabá, liderança mineira que desponta Brasil afora pelo protagonismo na luta.