Candidatura suspeita de fraude foi 100% financiada por recursos públicos - CANAL MS

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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Candidatura suspeita de fraude foi 100% financiada por recursos públicos

investigada pelo Ministério Público Eleitoral e alvo de mandados de busca e apreensão pela PF (Polícia Federal), a candidatura de Gilsienny Arce Munhoz a deputada estadual, pelo então PRB, agora Republicanos, foi financiada em 100% por dois fundos abastecidos por recursos do Orçamento da União, ou seja, dinheiro público. O total arrecadado foi de R$ 761.589,50.
Conforme o Divulgacand, sistema que divulga dados dos candidatos, receitas e despesas, 93,42% do total de recursos recebidos é do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) e 6,56% do Fundo Partidário.
O Fundo Especial foi criado para compensar o fim das doações por empresas, que, por muitas vezes, era disfarce para propina, enquanto o Fundo Partidário recebe recursos mensalmente para manutenção das siglas.
A situação se assemelha à de candidatas do PSL, investigado no Brasil por candidaturas de fachada, esquema que foi apelidado de “laranjal do PSL”.
Devolução - Com nome na urna de Gilsy Arce, a candidata informou gastos de R$ 759.996,60 e obteve 491 votos. A suspeita de falsidade ideológica na prestação de contas é investigada em procedimento investigatório criminal. Foram ouvidos fornecedores que confirmaram ter emitido nota fiscal com valor a maior e devolvido parte do dinheiro.
A PF foi às residências e Gilsienny e de Edson Bobadilha, que coordenou a campanha da candidata, com pagamento de R$ 53,9 mil, terceira maior despesa durante a corrida eleitoral. Os mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz da 53ª Zona Eleitoral de Campo Grande.
De acordo com o advogado Ronaldo Franco, que atua na defesa de Gilsy Arce e Edson Bobadilha, a ex-candidata não estava em casa e nada foi levado do imóvel. O ex-coordenador teve o celular apreendido.
A defesa nega irregularidades na prestação de contas e aponta que os dois ainda não prestaram depoimento ao Ministério Público Eleitoral. “Se olhar no Facebook, você vê que ela fez campanha e refutamos a tese de tantos mil reais e tantos votos. Dinheiro não é para comprar votos”, afirma Ronaldo Franco.