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terça-feira, 14 de maio de 2019

Com órgãos públicos abertos à fraude, MS amarga desvio de R$ 110 milhões

Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), onde 91% das instituições públicas de Mato Grosso do Sul são classificadas como expostas a risco de fraude e corrupção, também mostra que essa baixa capacidade de proteger o dinheiro público custa caro e tem número expressivo de denúncias.
“O resultado dessa situação é que foram identificados mais de 3.000 casos de ilícitos éticos, administrativos e criminais investigados pelos órgãos de controle nas três esferas de governo entre os anos de 2015 e 2017 e mais de R$ 110 milhões em desvios de recursos apurados só em transferências de recursos federais para os demais entes”, detalha a auditoria.
De acordo com o auditor do TCU e coordenador dos trabalhos para o levantamento no Estado, Júlio Marceço da Silva Matias, os R$ 110 milhões em desvios apurados são apenas em transferência de recursos federais. Ou seja, verba enviada pelos cofres da União.
Desta forma, a situação pode ser ainda mais grave. “Ainda na esfera da União, a Polícia Federal descobriu 444 casos de fraude e corrupção não percebidos pela organização vítima desses crimes, o que indica que o problema pode ser muito maior que os casos já descobertos, dada a baixa capacidade de detecção dessas organizações”.
Se o problema consegue ser identificado, a apuração de responsabilidade, em âmbito administrativo, demora mais de 200 dias. De 1.706 processos de responsabilização de agentes públicos analisados, apenas 313 resultaram em algum tipo de punição ou penalidade.