“O pior é o bandido fardado”, diz secretário sobre milicianos na Guarda - CANAL MS

LEIA TAMBÉM

Campo Grande (MS),

Post Top Ad

sexta-feira, 31 de maio de 2019

“O pior é o bandido fardado”, diz secretário sobre milicianos na Guarda

A Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) e o comando da Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande tem “tolerância zero” com integrantes da corporação que cometerem crimes. A afirmação é do secretário Valério Azambuja e do comandante da Guarda, Anderson Gonzaga, que comentaram nesta manhã as prisões de três servidores suspeitos de formar quadrilha com características de milícia.
“O pior bandido é o bandido fardado, em qualquer instituição. Na Guarda, não vamos admitir”, disse Azambuja ao ser questionado sobre a situação dos guardas alvos do Garras (Delegacia Especializada de Repressão à Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros).
O comandante da Guarda Civil reforça dizendo que “a corporação não compactua com coisas erradas”. “Desvios de conduta existem em todos os lugares”, ponderou Gonzaga.
A descoberta da existência de milicianos na Guarda foi depois do dia 19 de maio, quando Marcelo Rios foi preso com arsenal “de guerra” pronto para uso em operação do Garras com apoio do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar). Em depoimento, a esposa dele revelou que o marido fazia parte da “escolta” de empresário conhecido em Mato Grosso do Sul.
Dias depois, Rafael Antunes Vieira e Robert Vitor Kopetski, também guardas municipais e seguranças do empresário, foram presos por fazerem ameaças à mulher de Rios.
As primeiras apurações apontaram, segundo registros policiais, que a maior parte da “escolta” é da Guarda Civil e que o grupo pratica crimes a mando dos patrões, dentre eles a execução de rivais da organização criminosa.
Investigações – O secretário de Segurança garante que a pasta e a corporação estão colaborando com as investigações da Polícia Civil e em paralelo, tocando as sindicâncias abertas contra os três guardas. “Estamos compartilhando informações e se aparecerem outros nomes, vamos tomar providências”, comentou sobre a possibilidade de mais servidores estarem envolvidos.
Azambuja explica que as três apurações servirão como fonte para possíveis outras investigações sobre a existência de milicianos na Guarda. “Os procedimentos individuais serão novas fontes de investigação interna, uma investigação puxa a outra”.