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quarta-feira, 8 de maio de 2019

PF investiga diretor de Secretaria e mais 4 servidores por receber propina

Cinco servidores da SED (Secretaria de Estado de Educação) são alvos da Operação Nota Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União) nesta quarta-feira (8). Um deles, tem cargo de direção, informou o Fabrício Martins Rocha, chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado.
Ele não divulgou os nomes dos investigados e nem das empresas que formariam o cartel para conquistar contratos com a secretaria, segundo ele, porque a apuração é sigilosa. Rocha informou, porém, que são 13 pessoas e 11 empresas alvos da operação.
Os servidores, segundo a investigação, recebiam propina para direcionar as licitações para as empresas participantes do esquema e não fiscalizar o trabalho das construtoras na reforma de escolas estaduais.
Um funcionário público foi filmado recebendo R$ 6 mil de um dos empresários e um fiscal de obras recebia mesada para fazer “vista grossa”, revelou o delegado.
Esquema – Construtoras faziam rodízio para vencer as licitações e superfaturavam os contratos para que percentual fosse destinado às propinas. Para lucrar, empresas recebiam por serviços que não eram feitos ou executados com qualidade inferior à vendida.
A PF também utilizou grampo telefônico e conversas revelaram o “jeitinho” para tirar vantagem dos contratos. Um dos exemplos é o da obra em escola de Jardim, segundo a PF. Telhas que deveriam ser trocadas receberam apenas limpeza e poda de árvores foi contratada, mas já havia sido feita.
Sete licitações e oito obras, orçadas em R$ 9,6 milhões, foram investigadas. Os prejuízos para os cofres públicos ainda não foram calculados.
Segundo o superintendente Daniel Silveira, superintendente da CGU em Mato Grosso do Sul, auditorias nos certames revelaram “fortes indícios de conluio” entre as empresas.