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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Talvez a simpatia tenha lhe custado a vida”, diz sogro de jovem assassinado

O velório do motorista de aplicativo Rafael Baron, 24, foi marcado por novos protestos de colegas de trabalho e pela indignação de familiares e amigos, ainda atônitos com o crime ocorrido na noite desta terça-feira (13) e cuja motivação foi considerada “banal” pelas autoridades que investigam o caso. Entre as avaliações, está a de que a vítima perdeu a vida por conta da sua simpatia.
Foi o que disse o sogro de Rafael, Honorato Pereira da Silva, 58, durante a despedida ao genro na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, na Coophamat, sul da Capital. O velório seguiria até as 19h, antes de o corpo do jovem seguir para Curitiba (PR), onde vive sua família –o motorista morava na Capital com a mulher, os sogros e o filho de 2 anos.
“Ele era uma pessoa muito boa, um filho”, desabafou Honorato. “Um rapaz muito trabalhador”, prosseguiu, relatando ainda que Rafael trabalhava no Hospital de Câncer Alfredo Abrão das 7h às 17h e depois, das 18h às 23h, cumpria expediente na venda de espetinhos da família na Avenida Rachel de Queiroz, no Aero Rancho. Quando saiu do hospital, o jovem quis preencher horário, começando a trabalhar como motorista de aplicativo em um veículo alugado há poucos dias para “preencher horário”.
“Ele queria construir algo para a família e acabou preenchendo o horário livre com o aplicativo, teve a ideia de alugar o carro e trabalhar”, disse. Segundo ele, com base nos relatos do crime, o comportamento de Rafael se repetia no novo trabalho. “Ele era muito aberto, simpático, conversava com todo mundo e sempre estava pronto para ajudar. Talvez a simpatia tenha sido entendida e maneira errada e custado a vida dele”, complementou o sogro. “Talvez praticar a bondade tenha sido a causa”.
O crime – Rafael havia atendido a uma corrida em direção a um condomínio no Jardim Campo Nobre, região sul de Campo Grande, por volta das 23h30. Ele levava como passageiros Igor César de Lima de Oliveira, 22, e a mulher deste. O passageiro teria ficado com ciúme da conversa do motorista com sua esposa durante o trajeto entre a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Leblon e o condomínio Reinaldo Buzanelli.