Contador investigado em MS foi dica de Moro como fonte para “pegar” Lula - CANAL MS

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sexta-feira, 28 de junho de 2019

Contador investigado em MS foi dica de Moro como fonte para “pegar” Lula



O contador Nilton Aparecido Alves, que tem escritório em Campo Grande, é uma das testemunhas indicadas pelo ex-juiz Sérgio Moro ao procurador Deltan Dallagnol, o chefe da força-tarefa da Lava-Jato, como fonte para “pegar” o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O nome do técnico em contabilidade, de 57 anos, aparece em uma das trocas de mensagens entre o magistrado e o servidor do MPF (Ministério Público Federal) vazadas para site The Intercept Brasil, conforme divulgou a Revista Veja nesta sexta-feira (28).
A reportagem classifica o diálogo como “o mais comprometedor até o momento”, porque na avaliação de especialistas ouvidos pela revista, a parceria investigativa beneficiou uma das partes no processo contra Lula, no caso, os acusadores, o que seria ilegal.
Conforme apurou a Veja, seguindo a dica dada por Moro, Dallagnol procurou o contador, mas ele se recusou a colaborar.
Nilton Alves já é conhecido do Ministério Público e da Justiça de Mato Grosso do Sul. Em agosto do ano passado, ele foi um dos alvos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) durante a Operação Grãos de Ouro, que investigou crimes de corrupção e sonegação fiscal no Estado. O esquema desfalcou os cofres estaduais em ao menos R$ 44 milhões, segundo apurou o MP.
Como resultado da operação, 58 pessoas foram denunciadas à Justiça. O contador é réu em processo por corrupção ativa. A acusação contra ele é de negociar propina para organização criminosa que fraudava o fisco.
O diálogo - Nilton seria o responsável por lavrar escrituras de transferências de propriedade de um dos filhos do ex-presidente. “Seriam dezenas de imóveis”, disse Moro na conversa com o procurador.
Ainda conforme divulgou a revista, Dallagnol foi rápido e 24 minutos depois de receber a orientação do então juiz escreveu que tentou falar com técnico em contabilidade, mas que a testemunha “arriou”. “Disse que não tem nada a falar. Quando dei uma pressionada, desligou na minha cara”.