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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Ministro paraguaio defende discussão sobre legalização da maconha

O Paraguai vai começar a implementar fases para cultivo legal de maconha e aprofundar as discussões para liberar o uso recreativo da erva que fomenta o crime organizado na fronteira com o Brasil, na Linha Internacional entre o departamento (estado) de Amambay e Mato Grosso do Sul.
A afirmação foi feita na manhã desta segunda-feira (3) pelo ministro do Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) Arnaldo Giuzzio em entrevista à rádio ABC Cardinal.
Na tarde de hoje, Giuzzio participa em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS), de uma reunião do presidente paraguaio Mario Abdo Benítez com o ministro da Justiça do Brasil Sérgio Moro. A ministra da Justiça Patricia Bullrich também participa do encontro, que discute medidas para combater o crime organizado na região.
Moro chega meio-dia a Ponta Porã e segue de carro para Pedro Juan Caballero. Está previsto um sobrevoo das autoridades às lavouras de maconha nos arredores de Pedro Juan e Capitán Bado, onde é produzida a maior parte da maconha enviada para o Brasil e para a Argentina. Desde ontem o Paraguai desenvolve na região a Operação Nova Aliança, para destruir lavouras de maconha.
De acordo com o ministro paraguaio, a legalização da maconha para uso recreativo é algo que terá de ser estabelecida em algum momento.
Giuzzio disse que no encontro de hoje o governo de seu país vai pedir aos representantes argentinos e brasileiros ajuda para que os campesinos possam cultivar maconha de forma legal para uso medicinal e para venda legalizada a outros países. Segundo ele, é o primeiro passo para a legalização futura do uso recreativo de maconha.
Segundo ele, a meta final é que os trabalhadores rurais deixem de cultivar maconha. A estratégia já foi tentada anteriormente, mas fracassou, já que o lucro com a droga é maior em comparação a hortas e outros cultivos. “Os mercados existem. Enquanto houver mercado, haverá demanda”, afirmou Giuzzio, sobre o comércio de maconha na fronteira.