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Campo Grande (MS),

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

No sistema penal mais caro e rigoroso, presos ainda se comunicam por bilhete

O sistema penitenciário federal – o mais caro e rígido do Brasil – ainda permite que os internos se comuniquem por bilhetes, em tentativas de que ordens saiam pelos muros por meio de visitantes classificados como mal intencionados. A situação foi detectada em fevereiro no presídio federal de Campo Grande, na ativa há 13 anos e zero fuga.No mês de fevereiro, foram interceptados bilhetes com ameaças de morte a servidores públicos federais, oriundos de membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A tentativa era acionar a sintonia final, o comando do PCC, para autorizar a execução de agente da unidade penal em retaliação a visitas sem contato físico. Desde fevereiro, o contato é no parlatório, com diálogo apenas por telefone.
De acordo com o diretor em exercício da Penitenciária Federal de Campo Grande, Marcelo Silva, dificilmente o bilhete físico sairia da unidade, mas comandos podem ser repassados por meio de visita mal intencionada.
“Temos controle total e irrestrito de qualquer conversa no parlatório. A apreensão de um bilhete não quer dizer que ele saia [da penitenciária], não sairia. Talvez a ordem saísse de forma cifrada”, afirma.
Apesar de destacar que os presos têm dificuldade de comunicação na penitenciária, o diretor explica que o papel pode ser jogado atrás da porta ou no banho de sol, quando os presos têm contato de duas horas.