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terça-feira, 30 de julho de 2019

De diferentes países, armas de guerra cruzam MS para abastecer facções

Um dos ícones da independência do Paraguai, Pedro Juan Caballero dá nome à cidade que faz fronteira com Ponta Porã e tem a marca de um forte comércio popular. No zum-zum-zum das ruas, as ofertas se estendem de estimulantes sexuais a eletrônicos.
Mas a Linha Internacional é a principal porta de entrada para itens bem menos prosaicos: armas de guerra e munições. Fabricadas mundo afora, armas ilegais passam pelo país vizinho, ganham as vias de Mato Grosso do Sul e chegam a São Paulo e Rio de Janeiro.
Ex-superintendente da PF (Polícia Federal) e especialista em segurança pública, Edgar Marcon afirma que passa por Mato Grosso do Sul armas de todas as origens.
“Temos as de fabricação americana como AR15, que entram clandestinamente via Paraguai. Além das AKs de origem Russa e fabricadas sob licença em diversos países como Coréia do Norte, China e até na Venezuela. Além das HKs de origem alemã, Glock austríaca e muitas outras. Há de se registrar que no ano passado o Paraguai cancelou as importações legais de fuzis”, afirma.
O caminho das armas que ingressam ilegalmente no Brasil se alinha a geopolítica das principais facções criminosas: PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho).
“Partindo do conhecimento que os dois maiores grupos criminosos têm suas origens no Rio de Janeiro e em São Paulo e, que disputam espaço, podemos afirmar que o grupo de São Paulo utiliza muito as fronteiras paraguaia e boliviana com o MS, onde tem maior domínio. Já o grupo do Rio de Janeiro utiliza mais a fronteira com o Paraguai no Paraná, além dos portos e aeroportos cariocas. Mas, não se pode dizer que isto seja regra, porque o crime age em qualquer lugar onde encontre facilidade”, destaca Marcon.