Defesa de PM preso por chefiar tráfico diz que comando era de filho já morto - CANAL MS

LEIA TAMBÉM

Campo Grande (MS),

Post Top Ad

terça-feira, 30 de julho de 2019

Defesa de PM preso por chefiar tráfico diz que comando era de filho já morto

Assassinado em 18 de junho de 2017, mais de dois anos atrás, aos 25 anos, Jefferson Henrique Piovezan Molina está sendo apontado como o chefe da organização criminosa especializada em tráfico e lavagem de dinheiro, segundo informação vinda da defesa do pai dele, o policial militar Sílvio César Molina de Azevedo, 47 anos, preso desde 25 de junho do ano passado. A alegação consta nos processos derivados da operação Laços de Família e foi reforçada pelo advogado de Molina, Thiago Anastácio, em nota enviada ao Campo Grande News na qual nega a informação de que Molina firmou acordo de colaboração premiada com o MPF (Ministério Público Federal) e a Polícia Federal.
De acordo com o texto, existe sim um colaborador, mas não é Silvio Molina, e esse delator isentou o policial da responsabilidade pelo comando da organização criminosa. Além do patriarca da família Molina, a filhas e a mulher, também alvos da operação, seriam igualmente inocentes. “Não existe nenhuma verdade em afirmar que Silvio Molina pretende fazer colaboração premiada.
“Referida fonte provavelmente tenta causar alvoroço depois que o Ministério Público Federal trouxe que Silvio Molina, sua esposa e filha (todos presos há mais de ano) não tinham relação com o tráfico de entorpecentes, mas sim seu falecido filho Jefferson, assassinado há mais de ano e meio”, diz o texto.
A manifestação prossegue anotando que a colaboração premiada foi homologada pelo juiz Bruno César Teixeira, da 3ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande, a pedido do MPF, o que equivaleria a chancelar a versão. “Aceitou-se a versão deste 'delator' como verossímil”, diz o advogado.
O defensor,
 repete o argumento apresentado várias vezes à Justiça de prejuízo no acesso ao cliente, transferido no início do ano para a penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. “A defesa de Silvio Molina ainda não teve acesso ao seu cliente sem que estivesse sendo gravada em áudio e vídeo na Penitenciária Federal, ou seja, violando-se Lei Federal”.
Thiago Anastácio, para defender seu argumento, faz comparação com a atividade jornalística. Diz que “o sigilo entre advogado e cliente é idêntico ao sigilo jornalista e fonte.” Por fim, contesta a afirmação da Justiça de que, como Silvio Molina está preso em Mossoró, as questões referentes às visitas a ele na prisão devem ser tratadas com o presídio e com o juiz corregedor de lá. “Afirma-se que a competência para a discussão desse tema seria no Rio Grande do Norte, porquanto ele está preso por ordem e responsabilidade do juiz de Campo Grande e as consequências dessa ilegalidade são sentidas no processo em Mato Grosso do Sul, processo este que gerou seu envio para aquela unidade prisional”.
O documento se encerra com a sugestão do advogado de que o processo pode ser invalidado. “Quando todo o processo for anulado – o que poderia ter sido evitado meses atrás com um simples ofício do juízo de MS para o RN – que essa nota seja lembrada”.