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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Entre acusações e ameaças, herdeiros disputam na Justiça os bens de Rafaat



Em junho de 2016, a execução de Jorge Rafaat Toumani foi o estopim para eclosão dos homicídios no Brasil, desencadeando a guerra entre facções criminosas. Um ano depois, começava outra disputa, mais discreta, e igualmente acirrada pelo patrimônio deixado pelo homem que foi considerado um dos maiores narcotraficantes da América do Sul.De um lado, a viúva Angela Maria Espinoza Toumani, 62 anos e os três filhos da união que durou 35 anos; de outro, a representante legal de menino de 3 anos incompletos, fruto de relação extraconjungal de Rafaat com uma comerciante brasileira de 39 anos, residente em Pedro Juan Caballero. No inventário, acusações de ocultação de bens, falta de transparência e até ameaça que permeiam o processo.
O embate travado é por conta de patrimônio oficialmente acumulado de R$ 1,376 milhão, conforme apurado pela reportagem. O valor, contudo, não traduz a imponência da função atribuída pela polícia a Rafaat no crime organizado, considerado o responsável pelo fornecimento de drogas e armas provenientes do Paraguai e da Bolívia às facções criminosas. 
Na lista, sete imóveis em Ponta Porã, dois lotes contíguos em Bela Vista, um imóvel em Amambai, outro em Campo Grande e duas empresas – na capital de MS e em Salto del Guairá, no Paraguai, a última, avaliada em R$ 483,480 mil, o maior valor listado. Muitos são oriundos de outra partilha, dos pais de Rafaat, de R$ 36 mil a R$ 81 mil.
O inventário começou a tramitar na 1ª Vara Cível de Ponta Porã em julho de 2017, aberto por Angela, que assumiu a função de inventariante. Paralelamente, corria o processo de investigação de paternidade. Dois exames de DNA atestaram o mesmo resultado: o menino era filho de Rafaat. O pai havia morrido dois meses antes de seu nascimento.