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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Imagens mostram destruição em fazenda onde brasileiro foi executado

Caminhonetes, tratores, carreta, caminhão e pelo menos duas casas queimadas. Esse foi o rastro de destruição deixado pelos guerrilheiros do grupo terrorista EPP (Exército do Povo Paraguaio) na Fazenda Ñandu'í, na Colônia Ararokẽ, a 75 km de Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS).
O administrador da fazenda, o brasileiro Avelino Camargo, foi executado a tiros pelos bandidos. Outras 17 pessoas, entre elas crianças e mulheres, também estavam no local, mas não sofreram ferimentos.
Fotos e vídeos produzidos por repórteres de Pedro Juan Caballero que foram ao local mostram implementos agrícolas e veículos queimados. Parte de uma das casas queimadas desmoronou após o incêndio. Até a caminhonete usada pelos proprietários para se locomoverem na fazenda quando iam ao local foi destruída.
Há quase dez anos o EPP desafia o governo paraguaio promovendo ataques a propriedades rurais e povoados dos departamentos (estados) de San Pedro e Amambay. Policiais também são alvos dos ataques da guerrilha, que se esconde em matas fechadas e conta com o apoio de moradores locais.
A Fazenda Ñandu'í seria dos brasileiros Darci e Iracy Antoniolli, que possuem escritório de compra e venda de gado em Ponta Porã e madeireira em Sinop (MT).
O ataque ocorreu por volta de 22h de ontem. Pelo menos 20 guerrilheiros vestidos com roupas camufladas e usando armas semiautomáticas invadiram a propriedade liderados por Osvaldo Daniel Villalba Ayala, um dos principais cabeças do EPP.
Na fazenda foram encontrados cartazes assinados pela “Brigada Indígena contra Matadores de Fazenda”. Para a FTC (Força-Tarefa Conjunta), que luta contra o EPP, a guerrilha está recrutando índios paraguaios para reforçar suas fileiras.