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Campo Grande (MS),

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

obrinho ‘idolatrava’ o tio e atirou porque se sentiu ameaçado, diz prima

A relação do comerciante Miguel Arcanjo Camilo Junior, 32 anos, e do tio assassinado na noite desta terça-feira (16) era de “muita proximidade”, conforme o relato de uma prima do suspeito que preferiu não ser identificada. Segundo ela, o primo falou com a família logo após fugir do local do crime e disse que atirou no tio por ter se sentido ameaçado.

Junior ainda não se apresentou à polícia. Um pessoa que seria ligada à família foi até a 4ª Delegacia de Polícia Civil prestar depoimento na manhã desta quarta-feira (17) nas Moreninhas. No distrito policial, familiares ouvidos pela reportagem não sabem dizer o paradeiro do suspeito.

“Ele [o primo] idolatrava o tio. Eles eram muito unidos. Tinham até tatuagens iguais. Tinham negócio juntos, é coisa grande e a família não se metia. Eles não gostavam que se metiam. 

Ontem eles passaram o dia brigando. Eu não sei o motivo da briga, mas tinha dinheiro envolvido”, contou a jovem.

Morte

Na conversa com familiares, conforme a jovem, Junior relatou que o tio foi cobrar uma dívida e o teria ameaçado. “Quando o tio foi em direção ao carro ele disse que achou que o tio iria matá-lo porque sabe que o tio anda armado com um facão no carro e já tinha feito ameaças. Então quando o tio virou as costas ele atirou no susto”, contou ela..

Ainda segundo a prima, Junior e o tio brigavam com frequência por causa dos “negócios” apesar da proximidade entre os dois. Além disso, o suspeito só descobriu que o tio havia morrido em conversa com parentes ontem à noite.

“Ele não acreditava nisso e disse que queria ir ao velório. Só que o parte da família disse que ninguém queria ver ele. Ele está desnorteado. Sumiu e ninguém mais teve contato com ele”, afirmou ela destacando que o suspeito disse que só se entregaria se visse o corpo do tio.

A sobrinha ainda negou que a motivação do crime teria relação com agiotagem conforme chegou a ser especulado. “Meu tio era uma pessoa boa, se pedisse ajuda ele ajudava no que fosse preciso. Mas no fundo ele era muito difícil. Era uma pessoa explosiva”, contou.

A investigação 

O delegado responsável pela investigação e titular da 4ª delegacia, Thiago Macedo, confirmou nesta quarta-feira que houve uma desavença entre os dois por motivos financeiros.

“Não se sabe quem devia quem. Mas tudo ainda é muito prematuro. Algumas pessoas já foram ouvidas, não posso dizer quem são. Todas essas circunstâncias serão analisadas e investigadas. Há rumores que o suspeito vai se apresentar, mas a polícia está em diligência para encontrá-lo”, afirmou.

Segundo o delegado, evidências revelam que o Camaro foi utilizado na fuga pelo suspeito. A polícia ainda não sabe se houve apoio de terceiros na fuga e, caso tenha havida, será apurado o grau de contribuição delas. O caso foi registrado como homicídio simples na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do bairro Piratinga. Porém, Macedo acredita que o crime possa se tratar de homicídio qualificado por motivo fútil com “possível impossibilidade de defesa da vítima”.

O crime 

Osvaldo Foglia Junior, de 47 anos, morto a tiros na noite de ontem (16) em uma conveniência na Rua Marquês de Lavradio, no Jardim São Lourenço, em Campo Grande, tinha ido cobrar uma dívida com o suspeito do crime, identificado como Miguel Arcanjo Camilo Junior, 32 anos. Eles são tio e sobrinho.

Conforme informações do boletim de ocorrência, por volta das 19h, Osvaldo foi até a conveniência Morena Frios e Açougue procurando por Miguel, que é dono do lugar, para cobrar uma dívida. Os dois acabaram discutindo.

Durante a briga, Miguel sacou uma arma de fogo e disparou contra Osvaldo, que estava dentro de um veículo Toyota Corolla. Ele morreu no lugar. Após o crime, o suspeito fugiu em um Chevrolet Camaro, encontrado na manhã desta quarta-feira (17) no quintal de uma residência no bairro Cristo Redentor.