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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Deputados aprovam licença maior a pais, mas como patrões agem diferente

Por 16 votos a 1, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou esta semana lei ampliando a licença paternidade para os servidores do legislativo, dos usuais 5 para 20 dias.

A medida aprovada para o setor público não encontra semelhança quando envolve quem trabalha para os deputados que também são empregadores, embora já exista legalmente essa possibilidade.
A diferença começa pelo autor da proposta, o deputado Zé Teixeira (DEM), 1º secretário da Mesa Diretora, de onde saiu a proposta. Dono de quatro propriedades rurais e de patrimônio de R$ 15,9 milhões, o parlamentar tem pelo menos 30 funcionários, mas para eles, a situação é diferente.
Embora diga “sempre ter adotado” providência de liberalidade no caso dos que têm filhos, na hora de explicar, o diálogo muda. “Tenho funcionários rurais e eles residem na fazenda. Casa, luz, água é minha”, começa o parlamentar. “Ele trabalha na fazenda e à noite está na casa dele. Eles almoçam, tomam café na fazenda, fazem tudo isso. O convívio no caso da paternidade não influencia. Ele tá presente na hora do café, do almoço, da janta”, prossegue.
O deputado estadual Zé Teixeira, autor da proposta encampada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. (Foto: Arquivo)
"Tenho funcionários rurais e eles residem na fazenda. Casa, luz, água é minha. “Ele trabalha na fazenda e à noite está na casa dele. Eles almoçam, tomam café na fazenda, fazem tudo isso. O convívio no caso da paternidade não influencia. Ele tá presente na hora do café, do almoço, da janta”.