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sábado, 3 de agosto de 2019

Hospital Regional de Ponta Porã otimiza atendimento e reduz tempo de espera na emergência

Campo Grande (MS) - O Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã (MS) diminuiu em 57% o período de espera entre o cadastro da ficha, triagem e o primeiro atendimento médico. A unidade é gerenciada pelo Instituto Acqua, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Em comparativo realizado nos meses de abril e julho, o tempo médio de espera da classificação de risco da cor amarela passou de uma hora para aproximadamente 41 minutos. Na espera da classificação de risco da cor verde, que são pacientes de menor urgência, houve redução de 64,6%, passando de 2h55 para aproximadamente 1h02.
A unidade mantém o protocolo de classificação de risco preconizado pelo Ministério da Saúde e define o grau de urgência do paciente por meio de cores, priorizando casos de maior gravidade.
“Os pacientes seguem um determinado fluxo que inclui abertura de ficha na recepção seguido da classificação de risco e posteriormente a consulta com o médico plantonista. Após realizar o cadastro, o nome do paciente sincroniza automaticamente com o computador do médico e o atendimento é realizado da maior para a menor gravidade. O novo sistema também aperfeiçoou a organização das fichas dos atendimentos”, explicou o diretor-técnico Antonio Martinussi.
O método é validado pelo Ministério da Saúde e segue as recomendações sobre a Política de Humanização do Sistema Único de Saúde (SUS). Demandas classificadas como vermelho são encaminhadas diretamente ao socorro médico. Pacientes classificados como amarelo são de risco elevado, como trauma moderado ou leve, dor abdominal e cefaleia intensa. O verde é de urgência menor, ferimentos leves, diarreias, vômitos e resfriados. E o azul é o sem risco de morte, cortes pequenos, curativos e dores de pouca intensidade.
O diretor-geral da unidade, Demetrius do Lago Pareja, ressaltou as melhorias nos processos de fluxo de pronto atendimento. “Desde que assumimos a unidade, a otimização do fluxo do pronto socorro foi um dos nossos principais focos de atenção. Várias medidas foram tomadas para redução do tempo de espera, entre elas, a colocação do serviço social na parte externa da emergência. Também melhoramos a qualidade: hoje os pacientes aguardam em duas salas de conforto com ar-condicionado e televisão”, exemplificou.
Para Debora Silveira Antunes, 45 anos, a unidade obteve melhorias no atendimento. “Levei meu filho que estava com muita tosse e febre. Da a chegada à saída, levou uma hora e meia. Fomos bem atendimentos por todos da equipe”, comentou.  O atendimento também foi satisfatório para Tânia Regina Lauxen, 58 anos. “O acolhimento e humanização são os diferenciais no atendimento. As assistentes sociais fazem um belíssimo trabalho”, completou.
O hospital atende a população de mais de 200 mil habitantes de oito municípios da região de fronteira do Estado: Ponta Porã, Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Tacuru.  Em média, 130 pacientes passam por dia no Pronto Socorro, que oferece atendimento de baixa e média complexidade em regime de livre demanda ou referenciada.
Mais recursos
O Hospital Regional de Ponta Porã está recebendo recursos adicionais para melhorar ainda mais o atendimento à população. Para tanto, a Secretaria de Estado de Saúde interviu junto ao Ministério da Saúde e conseguiu incluir Ponta Porã em portaria que garante um reforço de R$ 2,9 milhões anuais, à unidade hospitalar.
Deste total, R$ 1,2 milhão são destinados à qualificação de 10 leitos de UTI Adulto; R$ 600 mil à habilitação de uma equipe multiprofissional de atenção domiciliar e de apoio; e R$ 1,08 milhão para a expansão da oferta dos serviços hospitalares.
“Desta forma, trabalhando em parceria com o Ministério da Saúde, estamos conseguindo honrar o compromisso firmado pelo governador Reinaldo Azambuja de ofertar uma saúde com mais qualidade à população de Ponta Porã e outros municípios da região fronteiriça”, avalia o secretário estadual de Saúde Geraldo Resende.
Texto: Camila Kaveski (Instituto Acqua)/Ricardo Minella (SES)
Foto: Camila Kaveski
Publicado por: Ricardo Minella