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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Ministro vê boa relação com vizinhos e sugere unidade do Itamaraty em MS

O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e o governador Reinaldo
Azambuja (PSDB) iniciaram discussões sobre a possibilidade de abertura de um escritório do Itamaraty –responsável pelas políticas internacionais do Brasil– em Mato Grosso do Sul. A unidade atenderia demandas do Estado na área de comércio e desenvolvimento e, principalmente, ajudaria nas relações com Bolívia e Paraguai, países com os quais ele reconheceu uma boa relação e que é preciso “trabalhar mais”.

Araújo esteve nesta manhã em Campo Grande, onde participou de encontro para discutir investimentos na rota bioceânica –que encurtaria distâncias entre a produção do Estado e o mercado asiático, por meio rodoviário rumo aos portos do Oceano Pacífico. À imprensa, ele reconheceu o início de tratativas com Reinaldo a fim de colaborar com a economia estadual.
“A ideia é um escritório pequeno, mas eficiente, que possa ser mais útil para saber quais são as prioridades no Estado e o que a gente poderia fazer em nível de governo federal, no Itamaraty especificamente”, destacou o ministro, apontando que a medida ajudaria nas relações internacionais de Mato Grosso do Sul.
“É um Estado onde a vida internacional é tão importante, um Estado de fronteira com vizinhos muito importantes. O Itamaraty também quer ser parte do processo de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul naquilo que puder colaborar”, prosseguiu.
Vecinos – Araújo também falou a respeito das relações com o Paraguai, com o qual “temos uma cooperação muito boa” e que ter ocorrido “grandes avanços” em pacto firmado entre os presidentes Jair Bolsonaro e Mario Abdo Benítez em setores como o de segurança pública.
“Há um compromisso total do governo paraguaio com a segurança, inclusive devolvendo ao Brasil pessoas que eram procuradas aqui. Isso prova que há uma linha muito clara de cooperação com o Paraguai. E com a Bolívia também”, salientou.
O chanceler disse ser prioridade o aumento da cooperação com os dois países, vizinhos de Mato Grosso do Sul. “Já há grupos de trabalho de coordenação, isso é uma vertente fundamental para nós”, disse, frisando que os três países já contam com mecanismos de coordenação na segurança. Apesar disso, os países continuam a ser destino de veículos furtados e abrigo de organizações criminosas brasileiras, ao passo que seguem como origem de drogas e contrabando que segue para o país.



Ernesto Araújo salientou que, embora existam previsões de trabalho conjunto entre Brasil, Bolívia e Paraguai, “o que tem de fazer é implementar isso. Com os dois está havendo, mas com o Paraguai está um pouco mais avançado em termos de efetivação. Isso é uma prioridade total”.