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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

MS perde na representação, mas tem economia estável, avaliam deputados



Após divulgação da população dos estados e municípios pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os deputados avaliaram que Mato Grosso do Sul ainda perde na representação nacional, por ter apenas 2,7 milhões de pessoas, mas que ao contrário de outros estados, possui uma economia estável, tendo como alicerce o agronegócio.
“Além de uma economia consolidada, temos a força do segmento do agronegócio, por isto entendo que a população menor que outros estados não atrapalhe muito”, garante o deputado Neno Razuk (PTB), que ainda citou o bom momento político, com dois ministros daqui no governo federal.
Para Jamilson Name (PDT) o crescimento (populacional) precisa ser gradual, mas que não prejudica as riquezas produzidas no Estado. “Temos ainda pouco municípios com apenas 79, mas com agropecuária forte. O que precisamos é melhorar a vinda de indústrias”, descreveu.

José Carlos Barbosa (DEM) entende que com uma “densidade populacional” pequena, a vinda de indústrias e empresas de fora só ocorre por meio de incentivos fiscais. “Elas (indústrias) procuraram lugares populosos, para mão de obra e mercado consumidor. Desta forma gastam menos, por exemplo, com frete”.
Bancada - João Henrique Catan (PL) cita como “desvantagem” a pequena representação na Câmara Federal, que devido à população, Mato Grosso do Sul tem apenas oito cadeiras. “Nosso orçamento e arrecadação ainda é pequeno perto de outros estados, precisamos aumentar o número de pessoas”.
Já Marçal Filho (PSDB) teme que este critério (população) possa trazer prejuízos ao Estado, na reforma tributária. “Nesta distribuição de impostos podemos sair perdendo, se esta questão ser levada em conta”, avalia o tucano.