Polícia liga sequestro de vendedor de joias ao tráfico e prostituição - CANAL MS

LEIA TAMBÉM

Campo Grande (MS),

Post Top Ad

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Polícia liga sequestro de vendedor de joias ao tráfico e prostituição



A polícia investiga ligação do crime organizado da fronteira no sequestro do vendedor de joias Roney Fernandes Romeiro, 35, ocorrido na manhã de domingo (18) no centro de Ponta Porã, cidade a 323 km de Campo Grande. Para policiais que atuam no caso, Roney foi executado e o objetivo agora é localizar os restos mortais e prender os criminosos.
Roney foi arrancado do carro em que estava com os pais. Os sequestradores estavam em uma caminhonete Toyota Hilux branca sem placa e perseguiram o carro de Roney, um Gol branco.
Na Avenida Presidente Vargas, em frente ao Hotel Pousada do Bosque, a Hilux entrou na frente o carro. Um homem desceu armado com fuzil e obrigou o vendedor de joias a entrar na caminhonete. Os pais de Roney foram deixados pelos sequestradores.
Policiais da fronteira já levantaram informações de que Roney, além de vender joias para traficantes e arrastadores de veículos, era contratado por chefes de quadrilhas para organizar festinhas com garotas de programa.
O principal suspeito de ter ordenado o sequestro e morte de Roney é o chefe de uma quadrilha que atua no tráfico e no roubo de caminhonetes, conhecido na fronteira como “Cachorrão”.

Outra informação já do conhecimento da polícia é de que também teria partido de Cachorrão a ordem para a execução do operador de telemarketing e motorista de aplicativo Adolfo Gonçalves Camargo, 31.
Levado de sua casa no Bairro da Granja por homens armados no início da noite de sexta-feira (16), Adolfo foi encontrado esquartejado horas depois. O corpo foi dividido em três sacos de plástico preto, jogados no distrito de Sanga Puitã, a 15 km de Ponta Porã.
Fonte da área policial revela que Adolfo ajudava Roney a organizar as festinhas para os chefes do crime organizado em chácaras de alto padrão da fronteira. “Eles certamente foram acusados de fazer alguma coisa para esse Cachorrão, que ordenou a morte dos dois”.