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Campo Grande (MS),

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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Com Amoêdo, Novo discute projeto que em MS pode custar R$ 2 mil por candidato



O Novo apresentou na noite desta quarta-feira (25), em Campo Grande, seu projeto político-eleitoral para 2020. O presidente nacional da legenda e ex-presidenciável João Amoêdo foi a estrela principal da reunião, promovida em um espaço de eventos no Jardim dos Estados, na qual foram apresentadas perspectivas e reiterada a agenda liberal da agremiação. Além, é claro, da confirmação de que os aspirantes a candidatos terão de arcar com gastos que, em Mato Grosso do Sul, poderão chegar a R$ 2 mil para participarem do processo de seleção e qualificação.

Por se tratar de um evento partidário, era possível enxergar ali diferentes elementos presentes em uma convenção comum: filiados vestidos a caráter com as cores do partido (em bandeiras, camisetas, faixas e adesivos), saídos de diferentes cidades, inclusive de fora de Mato Grosso do Sul, demonstrando interesse em ouvir sua liderança principal em um ambiente amplo –um mesmo recurso usado comumente por outros partidos maiores no Estado. A diferença, ao menos para quem foi ao ato, estava no discurso de se propor a atuar de forma diferente no front político.
Entre as propostas do Novo, uma das mais conhecidas é a não utilização de recursos públicos para o custeio de atividades partidárias e de campanha –o partido dispensa o uso de verbas dos bilionários fundos partidário e eleitoral, públicos e que no ano que vem podem distribuir quase R$ 3 bilhões às agremiações. Assim, cabe aos filiados custear estas e outras atividades, incluindo aí a formação de quadros que vão às urnas pedir o voto do eleitorado.
“A taxa de inscrição para o processo seletivo de candidato a prefeito em Campo Grande é de R$ 2 mil, e de R$ 350 para vereador”, explicou o presidente regional do Novo, Rafael Rosso, afirmando que a cobrança não visa a “fazer caixa” para a legenda. “Na verdade o valor é para custear o processo de seleção, que envolve uma série de despesas relacionadas”.
Amoêdo defendeu contribuição voluntária de filiados à formação de quadros. (Foto: Kísie Ainoã)
Viabilidade – Da análise da biografia a entrevistas, o procedimento inclui treinamentos e capacitações nos quais os interessados serão avaliados até conseguirem a chancela dos demais. E que, em alguns casos, acaba servindo para os próprios aspirantes a um cargo público provarem serem capazes de viabilizar politicamente.
Foi o que explicou ao Campo Grande News o próprio Amoêdo, ao ser questionado se esse tipo de cobrança não afastaria, automaticamente, pré-candidatos de camadas mais humildes da população.