De olho nas eleições, Delcídio assume comando regional do PTB - CANAL MS

LEIA TAMBÉM

Campo Grande (MS),

Post Top Ad

terça-feira, 3 de setembro de 2019

De olho nas eleições, Delcídio assume comando regional do PTB

Pensando nas Eleições 2020, o PTB formaliza no dia 21 de setembro a troca da cúpula estadual. Sai o deputado estadual Neno Razuk e entra o ex-senador Delcídio Amaral. Recém-filiado ao partido, Delcídio chega com carta branca para decidir os rumos da sigla nas eleições municipais.
“Vou me dedicar ao mandato, estava dividido entre a Assembleia Legislativa e o partido. Delcídio vai decidir se sai candidato a prefeito, se espera para 2022. O Delcídio é uma expressão política consolidada”, afirma Razuk, que comanda o PTB desde o começo de 2019.

A solenidade de posse da nova direção será realizada na Câmara Municipal de Campo Grande, a partir das 9h. O evento, no dia 21, terá a participação de Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e conhecido por denunciar o mensalão. Em 2005, na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, veio à tona escândalo do pagamento por voto de parlamentares.
Ex-senador - Delcídio concorreu às eleições para o Senado em 2018, pelo PTC (Partido Trabalhista Cristão), e recebeu 4,76% dos votos no Estado, total de 109.927 eleitores. Já depois das eleições, ele teve registro rejeitado pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul).
O corumbaense foi cassado em maio de 2016 pelo plenário do Senado por quebra de decoro, sob suspeitas de articular um plano de fuga para Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, a fim de evitar a delação dele. O então senador chegou a ficar preso por 90 dias.
As suspeitas não foram consideradas fundamentadas pela Justiça Federal. Em julho deste ano, a Quarta Turma do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) manteve, por unanimidade, a sentença de primeira instância que havia inocentado Delcídio.
Hoje, o ex-senador presta serviço comunitário na Casa da Criança Peniel, que atende crianças vítimas de maus tratos e violência em Campo Grande. A exigência corresponde à cláusula de termo de colaboração premiada na Lava Jato.