Polícia Civil faz megaoperação contra braço financeiro da milícia de Ecko - CANAL MS

LEIA TAMBÉM

Campo Grande (MS),

Post Top Ad

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Polícia Civil faz megaoperação contra braço financeiro da milícia de Ecko

O Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) faz, desde as primeiras horas desta quarta-feira, uma megaoperação contra o braço financeiro da milícia de Wellington da Silva Braga, o Ecko, a maior do estado. A ação é comandada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e acontece em bairros da Zona Oeste do Rio e em regiões da Baixada Fluminense.

Em Santa Cruz e Campo Grande, policiais da DRFA fazem um pente-fino no transporte alternativo da região para encontrar irregularidades. A fiscalização inclui checagem dos documentos dos motoristas, além de uma perícia nos motores e chassis dos automóveis para encontrar possíveis veículos roubados.
A milícia de Ecko é suspeita ter um elo econômico com as vans que circulam na região. Até o momento, seis delas foram apreendidas.
"Temos informações de que diversas vans roubadas de outras áreas do Rio de Janeiro são utilizadas aqui para transporte alternativo de pessoas para fazer levantamento de dinheiro para o grupo atuante de milicianos da região", destaca o titular da DRFA, o delegado Alessandro Petralanda, que está em Santa Cruz.
PRESO NO ROLA
Na comunidade do Rola, também em Santa Cruz, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) prendeu Yago Sanchez Cardoso, de 26 anos. Ele é suspeito de fazer parte do grupo paramilitar liderado por Ecko.
Em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de de Dinheiro (DGCOR-LD) apreendeu um vasto material em um condomínio do Minha Casa e Minha Vida. As munições calibre 12, o colete, a farda camuflada, as réplicas de fuzil e a espingarda de ar comprimido encontradas eram usadas para amedrontar moradores em troca do recebimento de "taxa de segurança".
De acordo com a Polícia Civil, quando os agentes do DGCOR-LD chegaram na região os milicianos fugiram, deixando o material para trás.