Com risco de fuga e influência no tráfico, PM réu da Laços de Família deve ficar em Mossoró - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Com risco de fuga e influência no tráfico, PM réu da Laços de Família deve ficar em Mossoró

O subtenente da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) Silvio César Molina e os irmãos Douglas Alves Rocha e Jefferson Alves Rocha, réus da Operação Laços de Família, deverão permanecer por até mais 360 dias no Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. A decisão é da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, em despacho publicado no diário do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que alegou risco de fuga e possível influência do grupo no tráfico de drogas no Estado.

Com permanência provisória e prazo vencendo no próximo dia 10 para ficarem no local, a Justiça autorizou a permanência dos três no presídio após a defesa pedir para que eles retornassem ao Estado por ficarem isolados em local distante da família.
Apontados como integrantes de organização criminosa em âmbito nacional, com interações internacionais e de alta periculosidade, a Justiça também argumentou que houve plano de resgate quando os três estavam em Naviraí. A defesa argumentou que seria mais fácil realizar audiências com os réus em MS, mas a Justiça alegou que nos presídios onde eles ficariam, por questões de segurança, apenas são permitidas a realização de atos de audiência por meio de videoconferência.
Laços de Família A operação deflagrada pela Polícia Federal ‘Laços de Família’, em Mato Grosso do Sul e em mais quatro estados em junho de 2018 prendeu o policial militar apontado como chefe da quadrilha, que atuava na região do cone-sul do Estado. Molina seria dono de uma Ferrari, que custa mais de R$ 500 mil. Ele trabalhava em Eldorado e atuava junto à família em Mundo Novo.
Quinze integrantes da quadrilha foram presos durante a deflagração da operação no Estado. A sede ficava em Mundo Novo, onde foram presas 13 pessoas. As outras duas prisões aconteceram em Naviraí e em Eldorado. Uma mulher, que usava tornozeleira eletrônica, ajudava no financiamento e lavagem de dinheiro da organização que atuava de forma semelhante à máfia: os chefes da organização eram da mesma família e tinham estreita ligação com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital).