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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

MS 42 anos: nas artes plásticas, identidade do Estado revela “Brasil profundo”

Identidade é querer ser alguém, é a busca de caminho próprio. "Somos o Brasil profundo", define Humberto Espíndola, artista plástico consagrado, criador da bovinocultura – termo de uma iconografia que também transfere a arte para o campo sociológico. "O boi é uma cultura nossa não há como não falar dele", explica. Primeiro secretario de Cultura do Estado e ex-diretor do MARCO (Museu de Arte Contemporânea), Humberto diz que a identidade aparece automaticamente quando se tem um trabalho sólido. A base, segundo ele, é a educação e a cultura, e a consciência de buscar um espaço é mais importante do que buscar uma figura. "Para encontrar uma identidade, o artista tem é que trabalhar, produzir muito", observa Humberto.

Uma das funções da arte é criticar a sociedade, mostrar o que não quer ver. A arte lê o pensamento de um período histórico. O artista deve refletir seu meio ambiente. A obra tem que ter força social, durabilidade.
Neste contexto, é preciso lembrar de duas importantes artistas plásticas que, de certa forma, são a fonte desta identidade: Inês Correa da Costa e Lídia Baís, cuja residência era vizinha a de Espíndola. Lídia pintou cerca de 100 quadros e é considerada principal nome da nossa arte. "Se ela tivesse participado dos movimentos culturais, seria nossa Anita Malfatti", declara Humberto.