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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Omertà destaca segurança estilo “fortaleza” em cobertura de empresário

Relatório da operação Omertá, que detalha o mandado de busca e apreensão na cobertura do empresário Jamil Name Filho, classifica o imóvel, em edifício no bairro Santa Fé, como uma fortaleza. A ordem judicial foi cumprida na última sexta-feira (dia 27), das 6h às 9h27. Na chegada, a surpresa foi com a segurança do apartamento.
Na entrada principal, as equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar se depararam com uma grade de aço de proteção, reforçada e com diversas fechaduras. A grade protege a porta original, que também é reforçada e com diversas fechaduras, do tipo trio tetra (com travas de segurança).

Diante do aparato, as equipes foram para a segunda porta de entrada, destinada a funcionários. A porta também tinha grade de proteção de aço e fechaduras de segurança. Imagem anexada ao relatório indica arrombamento, mas não há informações no documento de como foi o acesso ao local.
"Adiante, após esforços das equipes para adentrar na fortaleza do 'Jamilzinho' ainda, se depararam com outras portas de acesso a cômodos do diligenciado, que se encontravam fechadas, com os sistemas de fechaduras ‘trio tetra’, e extremamente reforçadas".
As buscas seguiram para o depósito no estacionamento (subsolo) do edifício, cada compartimento tem o número do respectivo apartamento. Foi encontrado um suporte de armas de fogo de cano longo (escopeta, fuzil, carabina), que estava vazio. O suporte e a parede tinham marcas de uso.
O Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros) tem um suporte similar em sua sala de armas. Também foram anexadas imagens de internet de suportes de madeiras para guarda de armamento.
Em 19 de maio, um domingo, a investigação aponta que houve retirada de caixas, pastas e mala da cobertura. A movimentação foi registrada nas câmeras do circuito interno do edifício. Neste mesmo dia, foi apreendido arsenal com o então guarda municipal Marcelo Rios.
Ele foi preso na rua Rodolfo José Pinho, no Jardim São Bento, próximo ao residencial onde o empresário Jamil Name e o filho foram presos em 27 de setembro. Os dois são apontados como líderes de organização criminosa atuante em milícia e grupo de extermínio.
Na sequência, foi localizado o arsenal de guerra na rua José Luís Pereira, no Jardim Monte Líbano. Documento anexado ao procedimento mostra que o imóvel foi comprado em 2017 por Jamil Name.
As armas apreendidas logo chamaram atenção por incluir fuzil, modelo similar ao usado em três execuções na Capital. A operação foi realizada pelo Gaeco, força-tarefa da Polícia Civil que investiga execuções, Garras, Batalhão de Choque e Bope. Omertà é um código de honra da máfia italiana, que faz voto de silêncio.