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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Amor por doces une família que abre cafeteria em homenagem à dona Irene



Boleira de mão cheia, dona Irene Rodrigues Mendonça fez toda a família despertar o gosto por doces até ganhar uma cafeteria em sua homenagem, “Delícias da Irene”. À frente do estabelecimento estão as sócias, todas “Mendonça”, as filhas: Cristina e Ana Rubia e a prima Magali. Cada uma ajuda de uma forma, mas todas põem a mão na massa na hora de produzir bolos, doces e chipa grega.

As cores rosa e marrom da cafeteria fazem quem entra se sentir na casa da avó e o cheirinho pode despertar a memória afetiva, trazendo recordações de infância. 
Quem passa mais tempo cuidando do atendimento é Magali, que também faz bolos e salgados para o menu do dia. Cristina e Ana Rubia dividem os trabalhos, enquanto dona Irene fica trabalhando de casa, mais à vontade. Em seu lugar, para dar boas-vindas aos clientes, escolheu deixar a flor favorita no café, uma orquídea roxa. 
O projeto começou há quatro meses, e teve como inspiração as receitas e o amor pela cozinha de dona Irene. Longe de dar só o nome à cafeteria, a senhora também dá uma forcinha na produção de bolos. Aos 71 anos, ela ainda não quer nem saber de aposentadoria, gosta mesmo é de trabalhar e disposição é o que não falta.
“Não gosto de ficar parada, porque quando a gente dá moleza, outras séries de coisas aparecem. Quando a pessoa não trabalha, chega ao final do dia e ela se sente mais cansada do que quando trabalhou”, acredita.
As receitas de bolo, dona Irene aprendeu fazendo um curso e nunca mais parou. Começou aceitando encomendas de clientes em casa. “Tem 30 anos que faço bolos, já dei curso ensinando outras pessoas. Vou modificando as receitas e o que mais pedem em casa é o bolo de coco com abacaxi”, conta.

Agora o serviço é dobrado, além do público fiel que ainda encomenda direto com ela, dona Irene também precisa dar conta de produzir diariamente para a cafeteria, o que não é nenhum sacrifício. “Não me sinto sobrecarregada”, garante. Até ajudante dispensou. O filho quis contratar, mas enquanto tiver forças já deixou bem claro que ela mesma quem vai fazer. 
Com as mãozinhas de fada, ela entende quando o assunto é massa e gosta de preparar tudo do seu jeito, para garantir que o resultado seja do seu gosto. “Bolo bom tem que ser leve, massa molhadinha, fina, com mais recheio do que massa”, revela um dos segredos.
Em casa, a filha Cristina não lembra de ver a batedeira da mãe sem funcionar, o que a fez despertar o gosto pela culinária. “Sempre gostei de cozinhar, principalmente doces. Acho prazeroso abrir a geladeira e vê-los”, confessa Cristina Mendonça, de 47 anos. 
De início a ideia da cafeteria não foi lá muito bem aceita, isso porque dona Irene não confiava em ninguém para fazer suas receitas. Com o tempo, foi convencida pela filha que segue à risca o modo de fazer da mãe e a certeza veio do feedback do público. “Os clientes começaram a elogiar quando eu fazia, e então ela deixou”, brinca Cris.

Às 6h da manhã, os bolos são levados da casa da dona Irene para a cafeteria. O espaço conta com bolos com e sem cobertura, entre as opções tem: morango com chocolate; quatro leites; coco queimado; marshmallow.