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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Com 17 assinaturas, Assembleia deve instalar CPI contra Energisa



O deputado estadual Felipe Orro (MDB) conseguiu 17 assinaturas e protocolou, nesta quarta-feira (6), pedido de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a Energisa. A primeira tentativa de investigar a concessionária, do deputado Renan Contar (PSL), não teve apoio de outros parlamentares.
A justificativa é que Contar baseou o pedido nas mais de 2 mil reclamações contra a empresa que chegaram ao Procon (Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor). Orro, no entanto, apresentou agora fato concreto.
Pelos corredores da Assembleia desde a semana passada que deputados estavam resistentes a assinar o requerimento do deputado do PSL porque parecia ser algo para autopromoção.
O emedebista tem nas mãos denúncia de engenheiro que contratou empresa para fazer medição do consumo de uma propriedade rural que pertence a ele e, segundo o deputado, ficou contatado que houve “falha grave” na leitura feita pela Energisa. “A empresa privada instalou outro medidor para aferir o consumo e houve diferença”.
Contas de energia do denunciante foram anexadas ao pedido e comprovam aumento exponencial no valor cobrado pela prestadora do serviço de abastecimento de energia. Em janeiro de 2018, o engenheiro pegou R$ 803,52 de luz, em abril a conta já havia subido para R$ 1.376,72 e no mês seguinte, para R$ 22.515,47.
No requerimento, Felipe Orro registrou que denúncias já viraram investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e que a concessionária foi multada pelo Procon por desrespeito ao sistema de defesa do consumidor.
O deputado explicou que a mesa diretora agora analisa o pedido e se toda a documentação estiver em ordem, publica no Diário Oficial da Assembleia a instauração da CPI. Um grupo de cinco deputados ficará responsável pela apuração e terá 120 dias para a conclusão dos trabalhos.
Assinaram o requerimento Marçal Filho(PSDB), Herculano Borges (SD), Neno Razuk (PTB), Evander Vendramini (PP), Lucas de Lima (SD), Gerson Claro (PP), Felipe Orto (PSDB), Londres Machado (PSD), Rinaldo Modesto (PSDB), João Henrique Catan (PL), Zé Teixeira (DEM), José Almi (PT), Pedro Kemp (PT), Eduardo Rocha (MDB) e Márcio Fernandes (MDB).

A empresa informou, via assessoria de imprensa, que vai se manifestar em breve.