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Campo Grande (MS),

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sábado, 28 de dezembro de 2019

Prefeito volta a falar de reajuste técnico e diz que não vai comentar ameaças

O prefeito Marquinhos Trad diz que não vai comentar nota emitida pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) manifestando indignação com o reajuste da tarifa de transporte coletivo de Campo Grande e alertando para o risco de demissões no comércio diante do aumento das despesas. Decreto publicado nesta sexta-feira fixa o novo valor da tarifa dos ônibus convencionais em R$ 4,10. São R$ 0,15 centavos a mais.
Em agenda pública, na tarde desta sexta-feira, o prefeito negou-se a falar sobre as críticas e explicou o que respaldou o reajuste da tarifa de ônibus. “Eu não comento notas da CDL. Eu só posso lhe garantir que o reajuste foi técnico, dentro de um contrato e que foi no patamar mínimo possível que eu tinha condições de fixar”, afirmou.
Conforme a entidade, o novo valor tem impacto considerável para o setor, considerando a média salarial de um trabalhador do comércio, na Capital, em torno de R$ 1,2 mil. “Com o aumento, o valor gasto com a passagem será de aproximadamente 20% do salário, inviabilizando a manutenção de alguns postos de trabalho, principalmente nos pequenos negócios”.
De acordo com o prefeito, o Consórcio Guaicurus, responsável por administrar o transporte público na Capital, pediu uma tarifa de R$ 4,25. Os cálculos técnicos resultaram no valor de R$ 4,11. Porém, o prefeito sancionou o valor de R$ 4,10.
“É importante frisar que o reajuste técnico ficou na mesma margem da inflação e abaixo dos reajustes do salário dos funcionários públicos, além disto, é bom salientar também que em 2014, 2015 e 2016 a tarifa subiu 27%. Enquanto nos últimos três anos, na nossa gestão, a tarifa subiu 14%”, defendeu-se.
O prefeito voltou a lembrar as melhorias realizadas no transporte público desde de 2016. Foram entregues 130 novos ônibus, sendo 34 com ar-condicionado, item que não consta entre as obrigações contratuais da empresa. Os veículos substituíram carros com mais de 10 anos de circulação, conforme previsto em contrato.
Além disto, Marquinhos falou das reformas em terminais previstas para começar em janeiro. As melhorias totalizam investimento de R$ 5,5 milhões para 9 terminais, alguns com mais de 20 anos sem passar por obras.