Quadrilha de ladrões de banco gastou R$ 1 milhão em “plano de ataque” - CANAL MS

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Quadrilha de ladrões de banco gastou R$ 1 milhão em “plano de ataque”

 ideia da quadrilha era não usar explosivos. Por isso, “no braço” e ajuda de um macaco hidráulico, os operários cavavam cerca de 2 metros de túnel por dia. Foram encontrados cerca de 100 metros cúbicos de terra ensacada na base da organização criminosa.
O túnel foi cavado a 6 metros de profundidade e era equipado com ventiladores, iluminação e interfone para que quem estava na casa se comunicasse com quem estava debaixo da terra.
Mínimos detalhes – Quem participou da investigação destaca o nível de detalhes com que o grupo planejou o crime. A casa da Rua Minas Gerais foi alugada em maio com contrato de 1 ano e o bandidos usaram documentos falsos para fazer a ligação da água e da luz.
No local, policiais encontraram um freezer cheio de água mineral. Os rótulos foram arrancados, na opinião dos investigadores, uma tentativa de evitar o rastreamento da compra e posterior identificação de quem comprou as garrafinhas.
Foram encontrados bloqueadores de celular na residência. A polícia acredita que os equipamentos seriam usados para bloquear o sinal dos chips contidos nos malotes que o grupo pretendia roubar.
Mais da investigação – Para a polícia, o dinheiro levantado para o assalto é produto de outros furtos e roubos. Morto durante a Operação Hórus, desencadeada na madrugada de domingo (22), José William Nunes Pereira da Silva, 48 anos, natural de Caxias (MA), foi preso em novembro de 1998, acusado de participar de roubo a uma agência da Caixa na Rua Augusta, em São Paulo, no dia 17 de outubro daquele ano.
Foram roubados R$ 6 milhões em joias de 5 mil clientes. José foi preso na zona norte da capital paulista. Na casa dele, os policiais encontraram três walkies-talkies, revólver calibre 32 e montante de joia.
A quadrilha era monitorada há 6 meses e aos poucos, a polícia divulga detalhes sobre o assalto planejado para a Capital. O bando, segundo a polícia, tinha integrantes do Nordeste e São Paulo, alguns deles, como José William, são classificados como especialistas em roubos a bancos.
Nada sobre quando seria o roubo e o quanto o grupo pretendia roubar foi divulgado. Os investigadores dizem apenas que a expectativa dos bandidos era conseguir cifra milionária, mas não informam se em dinheiro vivo, joias, ouro ou cheque, por orientação do banco.
A agência em questão é a central que atende Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, responsável pela operacionalização de todas as transações bancárias dos dois Estados