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Campo Grande (MS),

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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Ao depor, empresário nega que tenha usado drogas com jovem em motel

Em depoimento à polícia nessa segunda-feira (20), o empresário Rafael Valler, de 30 anos, negou que tenha usado drogas junto com a médica veterinária, de 29 anos, que morreu sob suspeita de overdose após deixar um quarto de motel, localizado próximo à rodovia BR-262, em Campo Grande.  a informação com fonte na polícia, embora o delegado Ricardo Meirelles, da 3ª DP (Delegacia de Polícia), tenha informado que o conteúdo da oitiva é sigiloso.O depoimento de Valler durou pouco mais de uma hora na tarde de ontem. Ele deu as declarações acompanhado do advogado Benedicto Arthur de Figueiredo Neto.
O responsável pela investigação explicou que Rafael foi ouvido na condição de testemunha e que por enquanto, as investigações não encontraram evidências para responsabilizá-lo pela morte. “Caso haja indício de qualquer participação de terceiros na morte, a pessoa responderá criminalmente. Porque nada vai passar em branco, vamos esclarecer todos os pontos para atribuir culpa correspondente a cada ação”.
O delegado afirma ainda que o inquérito pode também caminhar para outro lado. Se ficar comprovado, por exemplo, que a jovem comprou o entorpecente, usou e realmente morreu em decorrência da utilização em excesso da substância, ninguém poderá responder pelo ocorrido. “Mas, se teve omissão ou fornecimento de droga, a pessoa vai ser responsabilizada”, reiterou.
 Rafael na manhã de hoje. 
disse que preferia não se manifestar e que somente seu advogado falaria sobre o caso. O defensor não atendeu às ligações até o fechamento da matéria.
Laudos – Meirelles ainda aguarda resultados de exames feitos no corpo para verificar, por exemplo, se a veterinária já tinha alguma doença que pode ter contribuído para a morte e ainda quais substâncias estavam o organismo da vítima e quais efeitos provocaram.
A principal hipótese é que a moça tenha sofrido overdose de entorpecentes por causa dos sintomas - agitação extrema, confusão mental, pupilas dilatadas. No quarto que ela e o empresário ocuparam, a perícia recolheu substância que parece ser cocaína. Laudo preliminar confirma se trata da droga.
O caso – Na noite do dia 17 de janeiro, antes de morrer, a veterinária saiu correndo de motel, localizado na saída para Três Lagoas. Segundo testemunha, ela gritava que alguém queria matá-la.