Suspeita de identidade falsa mantém sucessor de "Minotauro" na prisão - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Suspeita de identidade falsa mantém sucessor de "Minotauro" na prisão

O juiz Marcelo Guimaraes Marques, da 2ª Vara Criminal de Ponta Porã revogou a liberdade concedida a Edson Barbosa Salinas, considerado o sucessor do narcotraficante Sérgio de Arruda Quintiliano Netto, o “Minotauro”. Ele estava preso desde o último domingo (19) após se envolver em briga de trânsito na cidade de Ponta Porã, a 323 quilômetros de Campo Grande.
O próprio Marques é quem havia arbitrado fiança de R$ 80 mil para a soltura de Edson, valor este que foi pago pela manhã. No entanto, o juiz voltou atrás na decisão ao ser informado pelo MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) que o narcotraficante pode ter apresentado uma identidade falsa às autoridades.
A suposta farsa veio à tona depois que a PF (Polícia Federal) apresentou ao Ministério Público, documentos que indicam que Edson Barbosa Salinas, seria na verdade Ederson Salinas Benitez.O juiz então revogou o alvará de soltura e pediu que a defesa do suspeito esclareça a informação e apresente uma copia da identidade paraguaia do indiciado.
O juiz, inclusive, liberou a restituição do valor pago de fiança e determinou uma nova perícia no celular do suspeito. A nova varredura deve ser feita sob a supervisão da Polícia Federal. Ainda não há a confirmação se Edson Barbosa já havia deixado a prisão, quando a sua soltura foi revogada.
O caso – No último domingo (19), policias flagraram Salinas na rua, armado com pistola calibre 380, discutindo com Fábio Lopez Vilhalva, 23 anos, este, com pistola calibre 9 mm. Além deles, também foi preso o seu cunhado, Rodrigo Antunes Flores, que dirigia a Toyota SW4 e, segundo os policiais, em visível estado de embriaguez.
Na delegacia, Edson e o cunhado disseram que o motorista do Gol emparelhou com a SW4, apontou uma arma para eles e fugiu. Após perseguição, a briga evoluiu para ameaças, mas foi interrompida pela polícia.
Fábio alegou que começou a ser seguido depois de forçar ultrapassagem. No carro com ele estavam a mulher, a cunhada e dois filhos de, 3 e 2 anos. Pouco antes de a polícia chegar, a família diz que ameaçada por Edson. Testemunhas relataram que Salinas gritava que “eles não sabiam com quem estavam mexendo” e chegou a mostrar uma foto no próprio celular para provar ter matado gente importante.
Rodrigo foi indiciado por ameaça, porte ou posse ilegal de arma e condução de veículo sob efeito de álcool; Edson e Fábio por ameaça e porte de arma ilegal. Contudo, nesta manhã, Rodrigo foi liberado após pagar fiança de R$ 40 mil.