Enquanto 2 recebem tratamento, 8 moram na rua e vivem com psicose - CANAL MS

LEIA TAMBÉM

Campo Grande (MS),

Post Top Ad

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Enquanto 2 recebem tratamento, 8 moram na rua e vivem com psicose

A pior parte de ter uma doença mental é que as pessoas esperam que você se comporte como se não tivesse”. Uma das frases mais impactantes do filme Coringa, que rendeu ao ator Joaquin Phoenix o Oscar de melhor ator, é a rotina de, pelo menos, 8 pessoas nas ruas de Campo Grande. Para eles, que têm o céu como teto, viver com a psicose é componente que deixa a vida ainda mais vulnerável e em risco.O número foi identificado pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) por meio da Coordenação de Atenção Psicossocial. Há quase 1 ano, junto com a SAS (Secretaria de Assistência Social), a coordenação move o Programa “Atenda”, que busca cuidar e tratar quem vive em situação de rua e, além da dependência química, enfrenta transtornos mentais.
A maioria, conforme explicou a coordenadora e psiquiatra Ana Carolina Guimarães, apresenta sintomas psicóticos que envolvem uma percepção diferente da realidade, de si mesmo e dos outros. Delírios, manias de perseguições e locomoção constante faz com que o atendimento a essas pessoas tenha de ser específico, rotineiro, especialmente pela medicação.
É por isso que após diversas tentativas e atendimentos por meses, com equipe que o visitava toda semana na “casa de rua”, jovem de 23 anos foi levado de forma involuntária para ser internado no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) da Vila Almeida. A internação involuntária depende de ato médico, uma avaliação que determine que uma pessoa represente risco de vida para si e para os outros.
A internação involuntária é regulamentada pela lei federal 10.216, de 2001, que exige atendimento médico que comprove a necessidade e que, no prazo de 72h, a decisão seja comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido.
Ana Carolina afirma que não há prazo máximo, estabelecido, para que o tratamento de internação psiquiátrica do jovem chegue ao fim e que esse prazo será estabelecido de acordo com o avanço do tratamento. Segundo a lei federal, ainda assim, a internação termina se o responsável da família ou responsável legal pedir que ela acabe.