Transferência aos poucos vai levar a novo presídio grupo dos “rejeitados - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Transferência aos poucos vai levar a novo presídio grupo dos “rejeitados

A Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira, em Campo Grande, será povoada aos poucos e com presos “rejeitados” nas outras unidades penais do Estado. Segundo fonte, que por questões de segurança prefere ter a identidade preservada, o novo presídio não deve receber lideranças de facções criminosas, justamente para que não se torne outra “unidade problema”.“Vão mandar detentos que não tem convivência com os outros, expulsos de facções, condenados crimes sexuais [que já ficam isolados], homossexuais. É o primeiro presídio controlado totalmente por policiais penais, então será uma massa carcerária mais branda, para não dar problema”, detalha.
A explicação é que o isolamento de líderes de facções geraria revolta, o que poderia causa problemas de segurança fora das muralhas. Os “chefões” são capazes de ordenar o cometimento de crimes somente para espalhar o pânico. “Amanhã teria ônibus pegando fogo na rua”.
Por questão estratégica, portanto, essa separação, que faz diminuir o poder das facções dentro penitenciárias, deve ser feita aos poucos, no futuro, se for feita. “Lógico que não se faz isso do dia para noite”.
É de conhecimento público que o Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho” – o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande – está dominado hoje pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), mas nesta primeira transferência, de ao menos 50 presos nesta segunda-feira (3), nem os detentos ligados ao CV (ComandoVermelho), organização criminosa rival, foram levados para a nova unidade. A ideia também não é de aproveitar para fazer a separação dos integrantes das facções “em guerra”, portando.