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quinta-feira, 5 de março de 2020

Além da venda, subtenente prescrevia de sibutramina a testosterona

Preso em flagrante no final da tarde de ontem, por vender anabolizantes do Paraguai, o subtenente do Exército identificado pela reportagem como Alexandre Amaral dos Santos, de 46 anos, fazia o "serviço completo". Também "prescrevia" de sibutramina, medicamento para emagrecer, avaliava os clientes e até aplicava asteroides anabolizantes, para criar músculos.


Anabolizantes apreendidos junto com o militar do Exército preso em Campo Grande no final da tarde de ontem (Foto: Fernanda Palheta)
Preso em flagrante no final da tarde de ontem, por vender anabolizantes do Paraguai, o subtenente do Exército identificado pela reportagem como Alexandre Amaral dos Santos, de 46 anos, fazia o "serviço completo". Também "prescrevia" de sibutramina, medicamento para emagrecer, avaliava os clientes e até aplicava asteroides anabolizantes, para criar músculos.ara fazer a venda, o militar organizava os clientes por grupos no Whatsapp, "atendia" várias pessoas por dia e tinha até maquina de cartão. De acordo com o delegado, além do pagamento em dinheiro, o militar aceitar crédito e débito. Nas últimas transações do aparelho foram registrados pagamentos de R$ 65,00, R$ 135,00, R$ 750,00 e até R$ 1.051,00.
Flagrante - O militar do Exército foi preso em flagrante no momento em que vendia cipionato de testosterona na porta da da casa, na Vila Bandeirantes. "Esse remédio não é reconhecido pela Anvisa e não há registro no Ministério da Saúde", explica o delegado.
O esquema de tráfico de substâncias como hormônio do crescimento e testosterona, segundo as investigações policiais, começou há cinco anos. de acordo com delegado da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Hoffman D’Ávila Cândido e Souza, começou há cerca de cinco anos.
"Ele não entrou em detalhes, ele só mencionou que estava passando por dificuldades financeiras e há cinco anos, aproximadamente, ele começou a buscar esses anabolizantes e remédios de tarja preta no Paraguai e vendê-los", disse o delegado responsável pelo caso, Hoffman D´Ávila Cândido de Souza. "Ele também começou a se aventurar em ministrar prescrevendo os anabolizantes para os compradores", afirmou o policial.
O delegado apontou que o subtenente fazia um tipo de avaliação fisiológica e indicava o tipo de "ciclo indicado" para cada cliente. "Ele praticava ações como se fosse um farmacêutico", completa. As aplicações eram feitas no próprio apartamento do militar, onde foram encontrados seringa, luvas, algodão, tesoura.