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quinta-feira, 19 de março de 2020

Corrida aos supermercados limpa gôndolas, mas associação garante estoques cheios

No Atacadão da Avenida Duque de Caxias, região oeste de Campo Grande, pelo menos 18 pessoas aguardavam atendimento em um dos caixas, de carrinhos abarrotados, na manhã desta quinta-feira (19). Extensas filas, estacionamentos lotados e parte das gôndolas vazias compõem o cenário de supermercados da Capital em tempos de pandemia do novo coronavírus.No Atacadão da Avenida Duque de Caxias, região oeste de Campo Grande, pelo menos 18 pessoas aguardavam atendimento em um dos caixas, de carrinhos abarrotados, na manhã desta quinta-feira (19). Extensas filas, estacionamentos lotados e parte das gôndolas vazias compõem o cenário de supermercados da Capital em tempos de pandemia do novo coronavírus.O movimento em plena noite de quarta-feira, dia considerado tranquilo, surpreendeu o encarregado de loja Odenir Arguelho Lescano, do Supermercado Duarte, na Avenida Manoel da Costa Lima.

Habituado à procura maior a partir de quinta, quando o estabelecimento faz promoções no açougue e bebidas, o funcionário diz que o momento é “espetacular” paras as vendas, mas fica “triste” pela circunstância.

“As pessoas têm levado arroz e feijão em fardos, comprando de dois a três carrinhos. Ontem [quarta-feira] a noite faltou carrinho e cestinha. Os repositores tiveram que ajudar na frente de caixa”, descreve Lescano, que aponta para volume de vendas dobrado.O encarregado revela que os estoques da loja são seguros e não há problemas de fornecimento até agora.

Dispensa cheia - A auxiliar de produção Geise Kelly, 36 anos, aumentou a quantidade de produtos e levava no carrinho compras suficientes para durar dois meses. Até o estouro da pandemia, as idas ao mercado eram semanais. “Fico pasma, porque sou medrosa”, O encarregado revela que os estoques da loja são seguros e não há problemas de fornecimento até agoraJá a advogada Tayná Nunes, 29, comprava “só o básico” nesta manhã. “Não adianta surtar, o pessoal tem exagerado um pouco. Dá pra ir comprando conforme a necessidade sem fazer loucura. O pessoal fala para evitar aglomeração, mas ninguém respeita”, dispara.

O policial militar Vinicius Rodrigues, 25, correu para o mercado depois do que chamou de “colapso do vírus”. De luvas cirúrgicas e máscara, lembrou dos familiares na Itália - considerada epicentro atual do novo coronavírus - e falou que “só quem tem parente fora entende”.

No carrinho, muitos produtos alimentícios, a maioria não-perecível. “Os mercados na Itália foram fechados. Alguns estão deixando entrar só dois de cada vez. Se lá já está complicado, imagina aqui daqui a pouco”, prevê.