Envolvido em roubo de R$ 230 mil em banco é preso pelo Garras - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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sexta-feira, 20 de março de 2020

Envolvido em roubo de R$ 230 mil em banco é preso pelo Garras

Equipes do Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) prenderam mais um envolvido no assalto a agência da CEF (Caixa Econômica Federal) no Bairro Aero Rancho, em julho do ano passado. Veículo usado no crime – um Fiat Palio vermelho – também foi apreendido.A prisão aconteceu durante novas ações da Operação Euphractu, montada em 2019 para investigar plano de furto milionário ao Nuval (Núcleo de Valores) do Banco do Brasil, em Campo Grande. Quando os bandidos chegaram a cavar túnel de 63 metros para chegar até o cofre da unidade.

O trabalho investigatório indicou que, para viabilizar o plano milionário, a quadrilha praticou dois roubos em Campo Grande. O primeiro em 2016, quando levaram R$ 1,1 milhão de agência do Brasil do Brasil da Avenida Afonso Pena. O segundo foi o da agência da Caixa Econômica Federal do ano passado, de onde fugiram com R$ 230 mil.

Os dois crimes aconteceram da mesma maneira. Dois bandidos armados entraram nas agências, renderam funcionários e vigilantes e fugiram com dinheiro. A partir do segundo roubo, as equipes do Garras encontraram um nome que ligava os dois casos: Nilmara de Souza Rosa.

Os policiais descobriram que em 2016 Nilmara trabalhava no Banco do Brasil e em 2019 era atendente da Caixa Econômica Federal. A partir disso, constataram a participação do marido dela, Anderson Lourenço, no crime.  Mandado de busca e apreensão foi expedido e na casa deles foi encontrado, no fundo falso de um armário, uma pistola de brinquedo e um revólver calibre 38 – roubado de um vigia do primeiro roubo.

Com os dois presos, as investigações continuaram até a descoberta do plano do Nuval (Núcleo de Valores).

Em 22 de dezembro do ano passado, a primeira fase da operação foi realizada e terminou com a prisão de sete pessoas: Wellington Luiz dos Santos Junior, 28 anos; Lourinaldo Belisario de Santana, 51 anos; Robson Alves do Nascimento, 50 anos; Gilson Airis da Costa, 43 anos; Eliane Goulart Decursio, 36 anos; Francisco Marcelo Ribeiro, 42 anos e Bruno Oliveira de Souza, 30. Outros dois suspeitos, identificados como Antônio de Melo Leal, o Barba de 42 anos, e José Williams Nunes Pereira da Silva, natural de Caxias (MA), de 48 anos, foram mortos em confronto com os policiais. Segundo as investigações, Renato era um dos líderes do grupo e William o idealizador do plano.

Neste mês os policiais voltaram as ruas a mais uma fase da operação. Desta vez viajaram para Bela Vista, no interior do Estado, e aos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O chefe da quadrilha, conhecido na organização criminosa como “Velho”, foi preso em Marília, na sexta-feira, 13 de março.

Na segunda-feira, 16 de março, o autor do roubo a agência da Caixa Econômica Federal foi localizado e preso. Conforme apurado pelo Campo Grande News, ele é proprietário de uma churrascaria da Capital. Informações pessoais do suspeito, no entanto, não foram divulgadas pela polícia por força da Lei de Abuso de Autoridade. Entenda o organograma - Na hierarquia da quadrilha, havia os três gerentes – “Velho” que foi preso no dia 13 de março, “Barba”, morto no confronto em dezembro e ainda um terceiro que está foragido. “Durante a investigação, evidenciou-se incessantes encontros e reuniões entre esses indivíduos e os demais integrantes da organização criminosa, tudo registrado no decurso dos vários meses de apuração sigilosa”, informou o Garras. O chamado núcleo de apoio era composto por seis pessoas,  responsáveis pelo suporte permanente aos criminosos. A quarta divisão, segundo as investigações, era formada por 7 indivíduos, que trabalhavam na escavação do túnel, conhecidos como “tatus”.

Segundo a polícia, os 20 integrantes da quadrilha identificados tiveram as prisões preventivas decretadas pela da 2ª Vara Criminal de Campo Grande. Todas as ações para captura investigados acontece dentro da Operação Hórus – coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em três estados brasileiros desde o ano passado. O chamado núcleo de apoio era composto por seis pessoas,  responsáveis pelo suporte permanente aos criminosos. A quarta divisão, segundo as investigações, era formada por 7 indivíduos, que trabalhavam na escavação do túnel, conhecidos como “tatus”.