No aeroporto, cenário é deserto e barreira sanitária ainda não existe - - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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domingo, 29 de março de 2020

No aeroporto, cenário é deserto e barreira sanitária ainda não existe -

As barreiras sanitárias, já autorizadas, para o Aeroporto Internacional de Campo Grande ainda não foram instaladas. Mesmo após o decreto publicado ontem (27) pela Prefeitura Municipal, as medidas de triagem de passageiros não começaram a funcionar. Enquanto isso, os voos do fim de semana foram cancelados e guichês estão desertos, cenário já observado neste sábado (28). - Segundo o funcionário da Infraero responsável pelo aeroporto, que preferiu não ser identificado, o aeroporto precisa receber um protocolo da Coordenadoria de Vigilância Sanitária para repassar a instalação às companhias aéreas. “Não sabemos nem como vai funcionar. O aeroporto possui uma sala, se necessário isolamento de pessoas com sintomas como febre alta, por exemplo, mas é da Agência Nacional (Anvisa). Por enquanto, nada chegou até nós”, afirmou.

Ainda conforme o funcionário, a expectativa é que a barreira seja montada apenas no desembarque, em uma das saídas, e cada passageiro tenha a pressão aferida por um termômetro infravermelho corporal. “Se for que nem os outros aeroportos, a responsabilidade é de cada um deles, apenas na chegada. Se um passageiro sair daqui de Campo Grande, tiver uma conexão em São Paulo e for para Brasília, por exemplo, ele passará pela barreira apenas em Brasília”. -Segundo o funcionário da Infraero responsável pelo aeroporto, que preferiu não ser identificado, o aeroporto precisa receber um protocolo da Coordenadoria de Vigilância Sanitária para repassar a instalação às companhias aéreas. “Não sabemos nem como vai funcionar. O aeroporto possui uma sala, se necessário isolamento de pessoas com sintomas como febre alta, por exemplo, mas é da Agência Nacional (Anvisa). Por enquanto, nada chegou até nós”, afirmou.


Enquanto isso, os voos domésticos marcados para partida nos finais de semana estão sendo cancelados. Clei Alecrim, de 41 anos, foi pela quarta vez no aeroporto na expectativa de embarcar com destino à Manaus, cidade onde mora. “Vim passar as férias em Campo Grande, meu trabalho já voltou em Manaus e ainda estou preso aqui, desde o dia 25 tentando embarcar. Se não olhasse o site diariamente, não ia saber que os voos estavam sem previsão de embarque”.

 -Há quatro dias Clei tenta remarcar o voo em um dos guichês da companhia Azul Linhas Aéreas. Assim como neste sábado, nenhum funcionário da empresa estava disponível para fazer esse atendimento presencial no aeroporto. “Hoje consegui informação de que fim de semana não ia sair nenhum voo, então só na segunda-feira para eu tentar embarcar. Todas as vezes venho com malas e estou na casa de amigos, se não, era mais gasto para pagar hotel e alimentação”, reclama.