Quarentena faz crescer violência doméstica e assaltos no Paraguai - - CANAL MS

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segunda-feira, 30 de março de 2020

Quarentena faz crescer violência doméstica e assaltos no Paraguai -

A polícia paraguaia já constatou aumento considerável dos casos de violência doméstica e arrombamentos de lojas, casas de ferragens e supermercados durante a quarentena total por causa da pandemia do novo coronavírus, ampliada até o dia 12 de abril. Só no fim de semana, 20 pessoas foram presas e denunciadas pelo Ministério Público por saques em lojas e mercados.

Boa parte dos roubos ocorre nos arredores da capital Asunción, onde foi registrada a maioria dos 64 casos de Covid-19 confirmados até agora. De acordo com o Ministério Público paraguaio, no começo da quarentena, há duas semanas, houve queda nos casos de violência doméstica, feminicídio e assalto, mas agora os números voltaram a aumentar.

Na capital, a polícia reforçou a segurança na área onde ficam os principais supermercados da cidade de 530 mil habitantes para evitar saques após rumores de que os estabelecimentos seriam atacados por pessoas necessitadas.

Na fronteira com Mato Grosso do Sul, o Exército paraguaio mantém barreiras para impedir a circulação de pessoas. Valetas foram abertas entre Pindoty Porã e Sete Quedas (MS) e entre Ypehú e Paranhos (MS). Também está bloqueado o acesso entre Bella Vista Norte e Bela Vista (MS) e Salto del Guairá e Mundo Novo (MS).

Em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS), uma cerca de arame farpado de pelo menos 8 km foi levantada na Linha Internacional, fato histórico nesse trecho da fronteira.

Enquanto o governo amplia o período de quarentena, o desemprego também aumenta. O governo anunciou que vai fazer uma lista dos trabalhadores que perderam o emprego e tentar realocá-los no serviço público. O Paraguai também anunciou subsídio para ajudar quem ficou sem renda por causa da pandemia.