Trânsito começa a esvaziar e resiste na rua quem não tem a opção do home office - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS - CANAL MS

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quarta-feira, 18 de março de 2020

Trânsito começa a esvaziar e resiste na rua quem não tem a opção do home office - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Próximo das 7h desta quarta-feira (18), o rotineiro congestionamento no cruzamento das avenidas Thyrson de Almeida e Ezequiel Ferreira Lima, no Aero Rancho, não deu as caras. Motorista de aplicativo há um ano e três meses, Jorge Luiz da Silva, 55 anos, notou a falta da “fila de carros”. Nas ruas diariamente, ele e mais colegas de profissão resistem aos impactos da pandemia do novo coronavírus em Campo Grande, que já quebrou o movimento em 40%. A gente está sentindo o medo da população. As pessoas estão com receio de sair de casa, de entrar no carro”, relata Silva.

Sem a alternativa do home office, saída encontrada por empresas para evitar aglomerações, ele acredita que a quantidade de motoristas disponíveis não diminuiu. “O pessoal precisa trabalhar. O que caiu é o número de corridas”, diz.

Também motorista de aplicativo, Maicon Pereira, 33, decreta: “a cidade está um deserto”. Ele já identificou que as poucas das corridas feitas são para passageiros que estão evitando os ônibus lotados.

Edson de Souza, 48, indica que o número de corridas no primeiro horário da manhã caiu de dez para dois. -Já o também motorista Ademar Nunes de Melo, 54, conta que, mesmo na Avenida Afonso Pena, não existe mais horário de pico. “O Centro está bem vazio. São 7h30, geralmente horário que as pessoas vêm trabalhar, era para estar cheio”.

Queda - Segundo o presidente da Applic-MS (Associação Estadual de Motoristas por Aplicativos), Paulo Pinheiro, o segmento já registra queda de 40% no movimento devido às recomendações para isolamento social.

Pinheiro explica que, diante do “pânico”, a média de 30 corridas para cada oito a dez horas de trabalho é meta difícil de bater. Conforme o diretor da Applic-MS, a situação dos motoristas que alugam os carros que dirigem ou ainda pagam as prestações dos veículos preocupa mais.