Após mais de 690 dias, Girotto é o último da Lama Asfáltica a deixar cela 17 - - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Após mais de 690 dias, Girotto é o último da Lama Asfáltica a deixar cela 17 -

Seiscentos e noventa e dois dias depois da quarta prisão, o engenheiro civil Edson Giroto, 60 anos, deixou por volta das 19h desta terça-feira (26) a cela 17 do CT (Centro de Triagem) Anízio Lima, em Campo Grande.  A decisão saiu ontem (30), mas a liberação demorou cerca de 24 hora por problemas na trasmissão de dados entre São Paulo e Campo Grande - Hoje, os advogados ficaram cerca de 4 horas dentro do Centro de Triagem. No fim da tarde, já anoitecendo, um carro entrou na unidade e saiu com o preso. Antes, para dificultar ainda mais fotos de Giroto, agentes desligaram as luzes da garagem.

O ex-secretário é o último dos investigados pela Lama Asfáltica a deixar a "cela 17", já compartilhada com o cunhado, Flávio Scrocchio, o ex-governador André Puccinellio, o filho dele, André Puccinelli Júnior, o ex-prefeito de Paranaíba, Wilson Roberto Mariano de Oliveira,  e o empreiteiro João Amorim.

Giroto estava ali, sem interrupção, desde 8 de maio de 2018, quando teve a prisão decretada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), como consequência da operação Lama Asfáltica.  Deflagrada em 2015, a investigação teve como alvo o desvio de verbas públicas no período de Giroto como secretário de Obras de Puccinelli. - A liberdade do ex-deputado federal não é plena. Ele vai para a prisão domiciliar, por força de recomendação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que orientou mandar para quarentena em casa parte dos presos, como forma de evitar o risco de contágio nas prisões por novo coronavírus.

Em Mato Grosso do Sul, todos os presos liberados por decisão da Justiça estadual colocaram tornozeleira. Mas no caso de Giroto, como a decisão é federal, ele não precisará desse mecanismo de monitoramento. Ele sai direto para casa, de onde não poderá sair durante a vigência da prisão domiciliar. -